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Olimpíadas 2012: A gente se vê nas mídias sociais

Com o Boom crescente, intenso e constante das redes sociais entre pessoas e marcas, era natural imaginarmos que para as Olimpíadas de Londres, não poderia ser diferente.

Enquanto das Olimpíadas de 2008, o boom era de usuários e suas tentativas de ser o formador de opinião/ informação (nem que seja em 140 caracteres), este ano as análises feitas focaram nas marcas, em especial, aquelas que patrocinam o evento, para avaliar como elas utilizam este diferencial a seu favor.

Uma das mais conhecidas formas de  representar isso são os famosos infográficos, como este da PappasGroup:

Infográfico das mídias sociais e as Olimpíadas 2012

Assim como percebemos nos veículos que compraram o direito de transmissão dos Jogos, ainda há uma dualidade entre ser exclusivo (marcas e veículos) e o ser inclusivo (mídias sociais). Enquanto um lado tenta de todas as formas buscar e proporcionar exclusividade de conteúdo das Olimpíadas, as mídias sociais, atuam em rede e buscam compartilhar e distribuir estes mesmo conteúdos para todos, incluindo-os.

É a famosa discussão entre o pago x free, o controledescontrole de conteúdo, informações que aos poucos vai ajustando as novas relações de mercado e de comunicação.

Aguardemos as cenas dos próximos capítulos em 2016, no Brasil. Palpites?

 

A evolução da comunicação e o engajamento social

Quando recebemos links ou encontramos na web vídeos que conseguem em poucos minutos, retratar temas importantes e tão relevantes atualmente como o caso do Comportamento das Pessoas, Engajamento Social e afins.

Foi o que aconteceu neste vídeo que, com uma historinha prática e simples, explica como as pessoas se interessam, se envolvem e compartilham assuntos, opiniões, coisas, desde os primórdios até hoje (em inglês, mas fácil compreensão):

Viralização x vendas

Nas últimas semanas foi lançada uma campanha da Nissan criada pela Lew´LaraTBWA chamada A Maldição do Pônei. Em poucas horas, a campanha viralizou nas redes sociais, com mais de 8 milhões de acessos no Youtube, Trending Topics do twitter, além de uma reclamação formal de 30 consumidores no Conar – que regulamenta a propaganda no Brasil. Se caso você ainda não viu a campanha, veja abaixo:

Obviamente que esta campanha virou assunto de várias conversas nas redes sociais e fora dela também. Será que, de fato, houve um resultado positivo nas vendas do Frontier da Nissan depois da campanha, que é toda contextualizada na potência dos carros da concorrência? As pessoas sabem que é para falar deste carro da Nissan e ainda, vão até a concessionária para comprar o “carro que não tem pôneis malditos”?

Ou o que acontece é justamente o contrário: pessoas, crianças pedindo para os pais comprarem (ou conhecerem) os carros dos pôneis – jogando o interesse justamente para quem não devia, a concorrência! Claro que este não é um caso isolado, mas a pergunta que não quer calar é:
Até que ponto as campanhas brasileiras voltadas para a viralização ou pelo menos voltadas para as redes sociais, realmente vendem – que é todo objetivo de uma campanha publicitária?

Instigamos nossa publicidade tupiniquim a criar ações divertidas, inteligentes, criativas, mas que gerem vendas para seus clientes, como aconteceu no Mc Donald´s da Suécia, que instalou uma grande tv na fachada da sua loja e através de um aplicativo no celular, os clientes jogam um contra os outros e o vencedor ganha um cupom para ser utilizado na loja (tem que mostrar para a garçonete pelo celular que foi o ganhador da rodada, gerando consumo instantâneo na lanchonete), vejam:

P.s: Agradecimento ao Luciano Palma pelas conversas e inspirações para este post.

O movimento digital e participativo de Marina Silva

Alô você que está assustado com a morte repentina de Amy Winehouse. Lamentamos a morte, porém não viemos falar disso.


Tudo bem que política não é um assunto fácil de ser discutido e nem é a nossa pretensão fazer isso, mas o que nos faz escrever sobre a Marina Silva agora nada mais é que o seu senso de participação, engajamento e colaboração entre as pessoas para criar o seu novo movimento/partido (ou nome que isso pode virar). Segundo a própria ex-senadora , ela não planeja lançar um novo partido, em partes porque já há partidos demais no País, em partes porque acredita que o atual sistema partidário brasileiro não funciona mais.

 

Pois bem, depois de uma campanha presidencial sem precedentes no Brasil, espelhada em muito no engajamento articulado pela campanha de Barack Obama, Marina Silva inova mais uma vez e anuncia que o nome de seu novo “movimento” será escolhido pelos internautas!

 

“Com as redes sociais, podemos levar adiante a ideia de uma organização com estrutura horizontalizada, substituindo as estruturas verticais dos atuais partidos” diz Maurício Brusadin, articulador do novo “movimento” em SP. Sem dúvida, as redes sociais e a mobilização de ações e movimentos que elas tem proporcionado mostram que os usuários destes meios, muito mais que gerações, são pessoas que defendem aquilo que acreditam e que tem se tornados cada vez mais ativos nestas mobilizações. A famosa Revolução do Sofá, de pessoas “defensoras” das campanhas sociais ou não de forma apenas digital não tem sido uma realidade presente nos últimos anos.

 

Pouco se sabe sobre como será o novo partido/movimento, mas Marina já fez questão de enfatizar em seu blog que a “dimensão participativa direta” é “imprescindível”. Outro dado interessante é que nas eleições municipais de 2013 o movimento deverá apoiar candidatos cujas propostas se alinhem com as propostas ecológicas e sustentáveis, independente de partido.

O lançamento oficial, já com o nome escolhido, deverá ocorrer entre setembro e outubro. Para os interessados em política e/ou que querem participar de um movimento nestes formatos e – óbvio – concorda com os valores e diretrizes da ex-senadora, aí pode estar uma boa chance (acessem o blog dela e veja mais detalhes).

 

OBS.: Este blog é Apartidário e NÃO pretende julgar movimentos sociais, religiosos, políticos nos seus posts. Por isso, comentários agressivos e ofensivos nestes contextos – como em TODOS os outros – serão deletados.

Colocando Google+ e o Vídeo Calling do Facebook no seu devido lugar

Sabemos que o título do post é deveras agressivo, mas o que pretendemos é apenas apresentar novos pontos de vistas e provocar discussão a respeito do tema. Na última semana tivemos lançamento de produtos de gigantes da Internet. Começamos com o Google+ segundo alguns especialistas seria a nova tentativa da Goggle entrar no mundo das redes sociais, ressucitar o Google Wave com grandes melhorias e “jogar um xadrez de alto nível com o Facebook” (como diria Tiago Dória). Com ferramentas que permitem reunir seus amigos em grupos, conversar via videochat com várias pessoas ao mesmo tempo e tudo mais, esta plataforma apresenta-se como uma nova opção tencológica para você criar,organizar, e se comunicar seus contatos.

Cinco dias depois, o Facebook dá a sua tacada e em parceria com o Skype, anunciou o VideoCalling, que integra os bate papos na rede social com vídeos e os contatos do usuário no Skype com o Facebook, permitindo  comentários, visualização do newsfeed e o “curtir” postagens direto do programa de VoIP e reforçando o objetivo da rede social se muito além de uma plataforma, ser um meio de comunicação e conexão entre pessoas (veja mais na entrevista de Mark Zuckerberg na Time).

O ponto é: tanto o Google+ quanto o VideoCalling do Facebook são para conectar melhor as pessoas, mas será que precisamos de evoluir tecnologicamente para nos conectar, nos comunicar de fato? As discussões que temos visto a respeito dessas plataformas novas são a respeito da sua usabilidade, modernidade e coisas do tipo, quando o foco deveria ser para qual tipo de público estas ferramentas foram criados e como as pessoas com a sua intensa diversidade e heterogeneidade de necessidades, contextos, perfis, comportamentos, podem aproveitar melhor tudo isso.

Este é o foco: conhecer o comportamento das pessoas para depois inseri-las ou não em novas redes, ao invés de “socar garganta abaixo” que a última moda são essas plataformas e que precisamos em questão de horas sermos experts delas. Sempre tivemos em rede, nos comunicando, interagindo desde a pré-história e o que houve foi uma evolução de ferramentas e formas de manter tudo isso, porém elas podem ou não serem utilizadas.

Estas novas plataformas podem propocionar maior INTERATIVIDADE mas será que promovem maior PARTICIPAÇÃO?

Não pensem que são palavras sinônimas porque não são. A Participação de pessoas em algum contexto pode ser permitida pela Interatividade, mas não é fator exclusivo. Quando falamos de Interatividade principalmente hoje em dia, refere-se ao dinamismo tecnológico entre plataformas que possibilita trocas comunicativas entre pessoas. Porém, se não houver o interesse e a Participação dessas pessoas, a interatividade não acontece. Ou seja, a Interatividade possibilita mas não determina as relações das pessoas.

A pessoa como fator determinante para a Interatividade

Por isso, antes de sugerir (e concordar com a sugestão) de colocar uma empresa, uma marca, uma pessoa dentro de plataformas de última geração como o Google+ e o Vídeo Calling, analise se as pessoas envolvidas (falando de empresa: clientes, fornecedores, colaboradores, entre outros) possuem perfil e demandam este tipo de plataforma.

 

 

Como as relações em redes sociais estão influenciando a decisão de compra

Pois bem, estamos há exatas 24 horas do nosso painel de Transmídia dentro do Social Media Brasil e para movimentarmos este debate, pesquisamos alguns materiais que podem ser temas-chaves para discussões que todos querem fazer e não tinham nem local nem oportunidade de fazer.

E um desses temas, obviamente passa pelo novo poder que o público possui e utiliza com as redes sociais, que o site de tendências digitais Trend Watching chama de Fator F em sua matéria de capa deste mês.  O Fator F para denominar os Friends, Fans and Followers (ou amigos, fãs e seguidores em português), que são os papéis que as pessoas podem ter dentro das relações digitais e que tem sido determinantes para contribuir no processo de decisão de compra entre eles, também chamado de social commerce.

Para se ter uma idéia, uma pesquisa de marketing boca-a-boca realizada nos EUA verificou que a cada ano existe aproximadamente 1 TRILHÃO de conversas sobre marcas apenas naquele país. Ou seja, são 1 trilhão de momentos que as marcas são apresentadas, elogiadas, criticadas, e também sugeridas para outras pessoas. Logicamente que a internet e as redes sociais se tornaram ferramentas essenciais para movimentar constantemente este novo poder das pessoas, demandando outros tipos de ferramentas e formatos para que este ciclo se mantenha ativo sempre. Outro dado interessante que reforça este poder do “Fator F”, segundo o Facebook, os seus 500 milhões de usuários gastam 700 bilhões de minutos na rede social , onde 3/4 deles já curtiram uma página de marca e 50 milhões fazem isso todos os dias.

Mas para chegar até a fidelização e engajamento das pessoas em um produto ou marca, temos um processo bem conhecido dos estudiosos de marketing, que através deste novo poder, acontece de forma mais rápida, dinâmica, intensa e social: A decisão de compra.

As 5 formas deste Fator F influenciar o comportamento do consumidor neste contexto de social commerce são:
Na Descoberta (F – Discovery): Como as redes sociais permitem que os consumidores conheçam os melhores produtos e serviços baseando-se nas experiências dos seus amigos e contatos. Um bom exemplo é o site  de pesquisas de compra Thefind, que criou a ferramenta “Shop like friends“, onde a pessoa conhece os gostos e preferências dos seus amigos de Facebook.

* Na Avaliação (F-Rated): Depois de “descobrir” o melhor produto e serviço, o passo é buscar recomendações e avaliações personalizadas de outras pessoas que conhecem o item a ser pesquisado para saber se valeria a pena (ou não) tê-lo. Afinal é mais confiável para as pessoas confiarem em outras pessoas do que meras propagandas. Isto justifica a importância que os sites de empresas utilizam widgets, aplicativos que permitam inserir dicas e comentários, além das próprias redes sociais sobre o que está sendo oferecido.

* No Feedback (F- feedback): Para que as avaliações vistas na rede possam ser “válidas”, os consumidores questionam às pessoas de sua confiança e seu ciclo, como família e amigos a respeito da sua intenção de compra. Pesquisas americanas afirmam que 90% das pessoas acreditam nas recomendações de amigos das redes sociais e 31% dos usuários freqüentes de Twitter questionam para os seus seguidores sobre produtos e serviços.

* Nas compras “conjuntas ” (F-Together): A internet e as novas plataformas de mídias permitiram que as pessoas comprem juntas sem estar fisicamente próximas uma das outras. Isto criou uma oportunidade em constante crescimento no Brasil (e no mundo) que são as compras coletivas, que devem movimentar só no país 1 bilhão de reais só este ano (fonte: site Conexão Mercado) entre os 1200 sites existentes no país, atingindo 14% dos internautas brasileiros.

* Na personalização de produtos e serviços (F-Me): Uma nova oportunidade que o Fator F possibilita as empresas e marcas é oferecer ferramentas, serviços e produtos baseados nas suas atividades e uso das suas redes sociais e navegação na internet. Temos como exemplo, o Twournal que transforma os seus tweets e imagens num jornal da vida real, podendo vender e comprar as publicações de outros usuários.

 

Mas afinal, o que isso tudo tem a ver com Transmídia?

Acreditamos que esta seja a sua pergunta depois de toda esta explicação, certo? A resposta é bem simples, a estrutura transmídia permite que um conteúdo seja expandido nas mais diversas plataformas de mídias e com as várias linguagens que cada plataforma e público possui. Dessa forma, imaginando que este conteúdo é aquilo que uma marca quer apresentar para o seu público, que responde produzindo comentários, avaliações, sugestões e compartilhando com outras pessoas, o Fator F também está inserido no contexto de transmídia.

Agora, para saber se ele é bem utilizado neste contexto, quais os tabus e desafios que temos pela frente e como utilizar melhor este novo poder da audiência, só estando lá no Social Media Brasil amanhã (3 de junho) às 9h no Fecomércio (SP) para saber com quem entende.

Esperamos você lá 😉

Criando uma comunidade forte para a sua marca – Proxxima 2010

Olá pessoal.

Desde ontem está acontecendo o Próxxima, um evento incrível de Comunicação, Estratégia, Comércio, tudo isso no mundo digital com vários especialistas feras nacionais e internacionais. E como todo evento deste porte, tudo acontece ao mesmo tempo e agora, onde várias discussões, plaestras, conversas e networking rolam ao mesmo tempo. E pode acreditar: tudo isso vale a pena participar.

Vamos tentar dar um apanhado geral rápido do que se tem comentado em sites, redes sociais e afins (não estamos lá este ano, infelizmente) com diversos links para você não perder nada.

O evento se dividiu em 3, onde temos O Proxxima, o Young Proxxima – para estudantes de marketing e comunicação e o Proxxima Garage – voltado para temas de inovação.

No palco principal tivemos logo pela manhã a Lara Lee, da Jump Associates falando sobre Redes Sociais – estratégia e eficácia e utilizando exemplo de marcas com comunidades fortes a Harley Davidson. Logo após a palestra ela deu uma entrevista que passou vontade em quem não esteve lá:

Logo em seguida, foi a vez do pessoal da Bolsa de Mulher, M de Mulher e Delas falarem sobre a Mulher Digital no comando do consumo. Mais uma vez, a entrevista que ela deram logo após o evento foi um aperitivo do que elas passaram neste painel

O dia do palco principal foi finalizado falando de um tema que vai ser uma constante a partir de agora: Mobile Marketing. Reuniram o pessoal do Google, da Motorola, da Microsoft Ad e do Ponto Mobi. Entenda um pouco disso por aqui:

Paralelo a isto tivemos no Garage várias palestras, mas não conseguimos material a respeito.

Para saber mais e acompanhar o evento: Notícias do site e Twitter

Para quem não foi como nós, se programe para ir em 2011,ok?

Abraços e afagos