Posts

Marketing digital é coisa do passado

marketing digital

Resolvemos iniciar a nova fase deste blog com um post que já no título, fizesse os leitores reverem conceitos e estratégias para aquilo que eles chamam de comunicação, marketing e relacionamento entre marcas e pessoas (seja digital ou offline).

Realmente o marketing digital, como vemos hoje, além de ser coisa do passado, não deveria nem ter existido. Afinal, se no nosso dia-a-dia é impossível haver a divisão digital e offline, porque nas empresas, sejam elas de comunicação ou os anunciantes, esta divisão tem que existir? Ninguém vê tv conectado na Internet pensando: “agora estou no meu mundo digital… Agora estou conhecendo o mundo offline”, porque nos mercados isso precisa existir?

Assim que a Internet e o mundo digital entrou na vida de pessoas e marcas, foi e tem sido necessário entender, aprender e acompanhar todas as peculiaridades e atualizações de suas plataformas, suas interações, monitoramento e tudo mais. É o maior focus group que qualquer mercado poderia ter e funciona 24 horas por dia 7 dias por semana. Estão lá e de forma espontânea, as principais tendências, oportunidades, desafios, pontos positivos e negativos de marcas e segmentos, uma avalanche de informações e análises. Que atrelado ao que acontece no tal mundo offline, representa fielmente o mercado local, nacional, internacional, global.

convergencia

A questão que fica é: se estes “mundos” já se apresentam em convergência, atrelados, porque quando se pensa em marketing digital, é apenas para buscar um novo viral para a marca, ou para a nova ação em redes sociais que o profissional de social media – que, em muitos casos, é a única representação do lado digital da marca -vai criar para “bombar” na internet?

Este marketing digital sim é coisa do passado. E nunca deveria ter existido MESMO. O que deveria ter existido e ainda há tempo para ressurgir é o bom marketing, é a boa comunicação. Aquela que consegue compreender o DNA da marca, o universo do seu mercado e transmitir e envolver este conceito chave para os seus públicos, aonde ele estiver e no contexto que ele estiver, seja ele digital ou não.

Muito mais que aumentar seus pontos e formas de contato, as marcas e suas agências precisam retomar os objetivos e DNA dessas marcas e aí sim, utilizar as múltiplas plataformas para criar VALOR para este público, como explicou brilhantemente nesta entrevista, Dan Mortimer, CEO da  inglesa Red Ant ao Mundo Marketing.

O que percebemos que já existem tendências de comunicação e marketing que retomam esta necessidade de focar no DNA da marca e na criação de valores e a utilizam neste novo contexto de convergência de plataformas e conteúdo, unido os tais mundo online e offline e não segmentando-os. E quem acompanhar e focar este novo contexto, estará a frente do mercado.

Os EUA usando de Branded Entertainment para atrair turistas

A área de marketing do governo americano, voltado para atrair turistas para o país, está usando de ferramentas em Branded Entertainment em parceria com produtoras de conteúdo e plataformas como de tv e vídeos para conseguir este objetivo. The Brand USA é uma parceria público privada com a missão de promover o aumento de viagens internacionais ao EUA.  No site da entidade (se podemos chamar assim), possui todas as ações e formas de se envolver neste projeto. O mais interessante é verificar o interesse em envolver ações de mídias como tv e webvídeos para atingir este objetivo.

“Nós sabemos o quão incrível um destino pode se apresentar na televisão e que, para muitos espectadores, é o que pode inspirar uma reserva para suas próximas férias”, disse Jay Gray, vice-presidente de Desenvolvimento de Negócios da Marca EUA. “Enquanto assistindo na TV pode ser uma ótima alternativa, é claro que nada melhor que conhecer pessoalmente as imagens e sons dos Estados Unidos!”

Além do site institucional, existe um (Discoveramerica.com) Exclusivo para mostrar todas as maravilhas do país.

Entraremos em contato com a Embratur para saber se há alguma ação parecida no Brasil, e atualizaremos o post com a resposta deles, em seguida.

 

O Mundo de Conteúdo e Entretenimento chamado Red Bull

Dando continuidade ao post da semana passada que contamos a respeito do Futuro do conteúdo da Coca-Cola, hoje apresentamos um ótimo exemplo de marca que muito além de vender produtos, se tornou uma empresa de mídia e conteúdo, admirada e respeitada por isso no mundo inteiro.

Estamos falando do Red Bull e mais especificamente o Red Bull Media House, o centro de todas as ações de mídia do energético no mundo, oferecendo uma variedade de conteúdo multimídia sobre o universo Red Bull, focado em estilo de vida, diversão e esportes.

Home do site da Red Bull Media House

Considerada a 29º empresa mais inovadora do mundo pelo renomado site Fast Company, o Media House cria, produz, reúne e distribui todo o material da marca  para todo o mundo e em diversas plataformas (como Tv, impressos, digital, musical e mobile) . De documentários a revistas de grande circulação, passando por músicas, fotos, programas, filmes tudo que acontece no mundo do energético é centralizado ali. Seja produção própria ou através de parceiros – que a empresa busca continuamente.

Parte do DNA da marca, segundo Werner Brell – diretor do Media House/EUA – é contar histórias sobre o que acontece no mundo Red Bull seja os eventos, patrocínio de atletas ou algum projeto. Por isso esta variedade de conteúdo e de mídias, para que gerem interesse, engajamento e fidelização do seu público.

Público este que pode ser encontrado com mais intensidade entre os amantes de esportes radicais. Entender e descobrir o que este público quer é o objetivo principal da empresa em todas as suas ações, desde a produção dos conteúdos até na forma de divulgá-los e disseminá-los entre as plataformas.

Esta relação quase simbiótica entre marca e público através de um Branded Content bem feito é o desejo de toda empresa, onde ela não precisa vender produtos, eles vendem por si só. Eles se tornam a representação de todo o universo de conteúdo e entretenimento que a empresa pretende proporcionar. O que podemos perceber com este exemplo é a importância de um bom planejamento, conhecimento profundo do DNA da marca, do seu objetivo e audiência e das melhores formas de atingí-lo.

Não é uma tarefa simples nem fácil, mas com resultados que impressionam e fazem toda a diferença.

 

Engajando o público através de aplicativos entre multiplataformas |Prosa in Events

O Prosa in Events desta semana apresentará um painel que aconteceu no último MIP 2011 sobre um dos maiores desafios da indústria de comunicação e entretenimento: Engajar pessoas em múltiplas plataformas. Hoje, obter a informação é algo fácil principalmente com esta multiplicidade de plataformas de mídia e com a audiência a utilizando intensamente e ao mesmo tempo.

Por isso, a questão de “1 milhão de dólares” para os envolvidos nesta indústria da comunicação é: Como obter a atenção e ter esta audiência engajada no seu conteúdo?

Para explicar e mostrar como os aplicativos tem sido uma boa ferramenta para esta pergunta capciosa, foi reunido os especialistas: David Jullien – Director e Business Development da Endemol Worldwide BrandsJeroen Elfferich – CEO da Ex MachinaTom McDonnell – Diretor Comercial da MonterosaDaniel Saunders – Diretor da Serviços de Conteúdo da Samsung Electronics EuropePatrice Slupowski – VP de Inovações e comunidades digitais da Orange e moderado por Richard Kastelein – CEO da Agora Media Innovation and Publisher da Appmarket.tv

Mixx 2011 – Construindo narrativas em uma era digital

Esta acontecendo está semana em NY, o MIXX 2011 – evento da IAB Internacional para discutir sobre Comunicação Digital. E neste novo contexto de comunicação em que a audiência passa a ser também produtores de conteúdo ávidos em comunicar, compartilhar, criar, opinar a respeito de programas e marcas, atrelado a multiplicidade das plataformas, nada mais justo de ser a temática do evento.

Com o título: Construindo narrativas em uma Era Digital, vários executivos, empresários e responsáveis por pilares desta nova comunicação discutiram em como utilizar com eficiência o tripé Conteúdo – Plataformas – Audiência, inserindo e transformando suas marcas e campanhas em histórias construídas de forma colaborativa. Percebeu-se que os recursos, tecnologia, são secundários se não tiver uma boa história para contar e mais, se não tiver um Storybuilding – ter uma boa história que permita ser construída em várias mãos.

Uma das empresas que melhor atua neste contexto atende pelo nome de The Coca-cola Company. Segundo seu VP global de estratégias de comunicação, Jonathan Mildenhall explicou que sua verba de marketing é dividida em três partes: 70% em formatos tradicionais, 20% em inovação e 10% em “experimentos”. São deles que as campanhas inovadoras e atraentes da marca atingem milhões de pessoas todos os dias, deixando-os criar em cima das campanhas, mas sempre linkadas com aquilo que a Coca-cola quer se apresentar no momento.

Para explicar esta estratégia, foi apresentado o vídeo sobre a visão da companhia para os próximos 10 anos. Não é preciso dizer que vê-lo é obrigatório, certo?!:

Colocando Google+ e o Vídeo Calling do Facebook no seu devido lugar

Sabemos que o título do post é deveras agressivo, mas o que pretendemos é apenas apresentar novos pontos de vistas e provocar discussão a respeito do tema. Na última semana tivemos lançamento de produtos de gigantes da Internet. Começamos com o Google+ segundo alguns especialistas seria a nova tentativa da Goggle entrar no mundo das redes sociais, ressucitar o Google Wave com grandes melhorias e “jogar um xadrez de alto nível com o Facebook” (como diria Tiago Dória). Com ferramentas que permitem reunir seus amigos em grupos, conversar via videochat com várias pessoas ao mesmo tempo e tudo mais, esta plataforma apresenta-se como uma nova opção tencológica para você criar,organizar, e se comunicar seus contatos.

Cinco dias depois, o Facebook dá a sua tacada e em parceria com o Skype, anunciou o VideoCalling, que integra os bate papos na rede social com vídeos e os contatos do usuário no Skype com o Facebook, permitindo  comentários, visualização do newsfeed e o “curtir” postagens direto do programa de VoIP e reforçando o objetivo da rede social se muito além de uma plataforma, ser um meio de comunicação e conexão entre pessoas (veja mais na entrevista de Mark Zuckerberg na Time).

O ponto é: tanto o Google+ quanto o VideoCalling do Facebook são para conectar melhor as pessoas, mas será que precisamos de evoluir tecnologicamente para nos conectar, nos comunicar de fato? As discussões que temos visto a respeito dessas plataformas novas são a respeito da sua usabilidade, modernidade e coisas do tipo, quando o foco deveria ser para qual tipo de público estas ferramentas foram criados e como as pessoas com a sua intensa diversidade e heterogeneidade de necessidades, contextos, perfis, comportamentos, podem aproveitar melhor tudo isso.

Este é o foco: conhecer o comportamento das pessoas para depois inseri-las ou não em novas redes, ao invés de “socar garganta abaixo” que a última moda são essas plataformas e que precisamos em questão de horas sermos experts delas. Sempre tivemos em rede, nos comunicando, interagindo desde a pré-história e o que houve foi uma evolução de ferramentas e formas de manter tudo isso, porém elas podem ou não serem utilizadas.

Estas novas plataformas podem propocionar maior INTERATIVIDADE mas será que promovem maior PARTICIPAÇÃO?

Não pensem que são palavras sinônimas porque não são. A Participação de pessoas em algum contexto pode ser permitida pela Interatividade, mas não é fator exclusivo. Quando falamos de Interatividade principalmente hoje em dia, refere-se ao dinamismo tecnológico entre plataformas que possibilita trocas comunicativas entre pessoas. Porém, se não houver o interesse e a Participação dessas pessoas, a interatividade não acontece. Ou seja, a Interatividade possibilita mas não determina as relações das pessoas.

A pessoa como fator determinante para a Interatividade

Por isso, antes de sugerir (e concordar com a sugestão) de colocar uma empresa, uma marca, uma pessoa dentro de plataformas de última geração como o Google+ e o Vídeo Calling, analise se as pessoas envolvidas (falando de empresa: clientes, fornecedores, colaboradores, entre outros) possuem perfil e demandam este tipo de plataforma.

 

 

Transmídia Storytelling: Porque a Prosa tem que ser ampliada

Olá amigos boa tarde.
Como diz o ditado: Quem é vivo, sempre aparece. Por isso, ressurgimos das cinzas para manter e ampliar a nossa adorável Prosa Interativa. Ainda tem muita coisa boa por vir, mas não podíamos deixar que a prosa fosse esquecida, afinal, a interatividade só acontece quando existe prosa, certo marujos?

E para voltar com todo gás, chutamos a porta da interatividade meia boca para mostrar as inúmeras possibilidades/plataformas que um conteúdo, uma marca, uma campanha, uma história pode ser apresentada, vivenciada e conduzida atualmente.

Estamos falando de Transmídia Storytelling, que basicamente é um conteúdo (história) contado através de multiplas mídias e plataformas, respeitando as peculariedades e possibilidades de cada uma.
Na forma ideal de narrativa transmídia (segundoo professor e grande especialista do assunto, Henry Jenkins no seu livro Cultura da Convergência) :

“Cada meio faz o que faz de melhor – a fim de que uma história possa ser introduzida num filme, ser expandida pela televisão, romances e quadrinhos; seu universo possa ser explorado em games ou experimentado como atração de um parque de diversões. Cada acesso à franquia deve ser autônomo, para que não seja necessário ver o filme para gostar do game, e vice-versa.”

Legal, mas como é a prática disso tudo? É só lembrar de filmes como Avatar e Piratas do Caribe, ou ainda de campanhas memoráveis como Fábrica da Felicidade da Coca-cola, perguntar para o Jeff Gomez, que cuidou desses filmes e Maurício Mota que eles respondem com conhecimento de causa:

E vamos que vamos que a Prosa tem que continuar.
Abraços e afagos