Marketing digital é coisa do passado

02/04/2013

marketing digital

Resolvemos iniciar a nova fase deste blog com um post que já no título, fizesse os leitores reverem conceitos e estratégias para aquilo que eles chamam de comunicação, marketing e relacionamento entre marcas e pessoas.

Realmente o marketing digital, como vemos hoje, além de ser coisa do passado, não deveria nem ter existido. Afinal, se no nosso dia-a-dia é impossível haver a divisão digital e offline, porque nas empresas, sejam elas de comunicação ou os anunciantes, esta divisão tem que existir? Ninguém vê tv conectado na Internet pensando: “agora estou no meu mundo digital… Agora estou conhecendo o mundo offline”, porque nos mercados isso precisa existir?

Assim que a Internet e o mundo digital entrou na vida de pessoas e marcas, foi e tem sido necessário entender, aprender e acompanhar todas as peculiaridades e atualizações de suas plataformas, suas interações, monitoramento e tudo mais. É o maior focus group que qualquer mercado poderia ter e funciona 24 horas por dia 7 dias por semana. Estão lá e de forma espontânea, as principais tendências, oportunidades, desafios, pontos positivos e negativos de marcas e segmentos, uma avalanche de informações e análises. Que atrelado ao que acontece no tal mundo offline, representa fielmente o mercado local, nacional, internacional, global.

convergencia

A questão que fica é: se estes “mundos” já se apresentam em convergência, atrelados, porque quando se pensa em marketing digital, é apenas para buscar um novo viral para a marca, ou para a nova ação em redes sociais que o profissional de social media – que, em muitos casos, é a única representação do lado digital da marca -vai criar para “bombar” na internet?

Este marketing digital sim é coisa do passado. E nunca deveria ter existido MESMO. O que deveria ter existido e ainda há tempo para ressurgir é o bom marketing, é a boa comunicação. Aquela que consegue compreender o DNA da marca, o universo do seu mercado e transmitir e envolver este conceito chave para os seus públicos, aonde ele estiver e no contexto que ele estiver, seja ele digital ou não.

Muito mais que aumentar seus pontos e formas de contato, as marcas e suas agências precisam retomar os objetivos e DNA dessas marcas e aí sim, utilizar as múltiplas plataformas para criar VALOR para este público, como explicou brilhantemente nesta entrevista, Dan Mortimer, CEO da  inglesa Red Ant ao Mundo Marketing.

O que percebemos que já existem tendências de comunicação e marketing que retomam esta necessidade de focar no DNA da marca e na criação de valores e a utilizam neste novo contexto de convergência de plataformas e conteúdo, unido os tais mundo online e offline e não segmentando-os. E quem acompanhar e focar este novo contexto, estará a frente do mercado.

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Quando beleza e competência não são suficientes para ter autonomia na carreira

03/09/2012

Por conta do anúncio de Marissa Mayer, 37 anos, como a nova presidente do Yahoo!, choveram de comentários, matérias e julgamentos sobre a decisão, que teve como “agravante” (se é que podemos chamá-lo assim) o fato dela estar grávida do 1º filho. Foi incrível perceber que, em pleno século XXI, ainda tem-se que justificar como cuidar da carreira ao mesmo tempo que tem um filho. Marissa não é a primeira e nem será a última, mas pelo bombardeio de opiniões, parece que nunca se viu algo do tipo no planeta.

Isso foi tema  de um dos painéis do evento incrível que rolou em SP, chamado Casa TPM e também de um artigo igualmente incrível da revista Você S.A do mês passado. Segundo a revista, independente da postura que a Marissa adotaria, ela seria julgada, pelo simples fato de não termos um número expressivo de mulheres no topo das grandes empresas (para se ter uma referência de conduta). Este contexto todo foi uma felicidade (para nós) já que, por conta dele estamos tendo a oportunidade de ter diferentes discussões sobre tal, e para que a sociedade e mercado tenham consciência (mais uma vez) que as mulheres são sim multitarefas, fazem e pensam em várias coisas, idéias, responsabilidades e desejos ao mesmo tempo e que não é por isso que deixam de fazer o que tem que ser feito.

Mas antes que pensem que este é um post feminista, a discussão sobre a nova CEO do Yahoo! também contribuiu para um importante questionamento nas mesas de RH e dos diversos departamentos das principais empresas do país e do mundo: qual é a melhor forma de valorizar esta mulher, de permitir que o seu DNA de multitarefas seja algo produtivo e positivo para ela e para empresa, e quais as ferramentas e contextos a empresa precisa se ajustar para tal?

E que, da mesma forma que os homens precisam provar em resultados o que eles vieram fazer em seus cargos, as mulheres também o podem, da mesma forma que também podem chegar lá no topo como aconteceu com a Marissa e com apenas 4% das empresas listadas no Fortune 500 (ranking das maiores dos EUA). A partir disso descobrir do que estas mulheres querem e quais as maiores dificuldades e peculariedades que enfrentam ao buscar e tentar subir ao topo, ou ter uma simples promoção, por exemplo.

Da mesma forma que uma empresa precisa fazer um amplo estudo, pesquisa e análise do mercado consumidor, concorrente e externo para atuarmos nele de forma diferenciada, precisamos fazer também internamente e nas diversas tribos e grupos que nele existem. Fazer com as mulheres pode ser um grande começo.

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