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O novo fã: porque fazer o que gosta não é mais suficiente

Ao pesquisarmos no Google, imagens com o termo FÃ, chegamos a uma lista de fotos de pessoas enlouquecidas (na maioria meninas histéricas) por algum artista, banda ou algo do tipo, como a foto que ilustra este post. Se pararmos para pensar, este conceito é muito 1990, 2000, já que o termo fã, neste novo contexto da era digital ganhou proporções bem maiores. Arriscaríamos a dizer que estamos vivendo um novo conceito de fã.

Um fã que fica sim na fila para comprar o ingresso da pré-estreia do seu filme favorito, mas que além disso promove discussões construtivas sobre este filme, através de vídeos, áudios, fóruns, blogs criando assim uma continuidade personalizada e particular daquilo que gosta e compartilha isso com os outros, para ampliar essa continuidade.

Ou seja, um fã que produz conteúdo com a profundidade necessária para tornar a narrativa (neste exemplo, o filme) um conjunto de novas experiências.

E o que isso tem a ver com: Fazer o que gosta não é mais suficiente?

Antes que enveredemos por uma linha de raciocínio sobre a importância do fã para os diversos tipos de entretenimento e narrativas (o que daria pra fazer em vários posts!), e perdermos o foco do texto, vamos explicar o motivo do título e o porque colocamos este post na categoria de Prosa Profissional.

Com certeza você já deve ter ouvido falar inúmeras vezes, das mais diversas formas, que o diferencial na vida é fazer o que se gosta.

Concordamos com esta afirmação, mas também concordamos que:

(…) Em qualquer forma de arte, voce deve gostar do que faz para fazer benfeito; na verdade você deve ser FÃ para fazer benfeito, para usar o seu talento na construção do entretenimento multiplataforma

Se existe algo que eu adoro, quero que seja maior do que apenas 2 horas no cinema, ou a experiência de uma hora semanal na TV. Quero um aprofundamento do universo (…) Quero Participar  (Henry Jenkins)

Apesar desta afirmação está inserida no contexto do entretenimento, acreditamos ser válida também para outros contextos. Afinal, quando você acredita e gosta muito em algo, seja um projeto, um negócio, um evento, ou ainda se você atua/trabalha naquilo que ama e venera, você também vai desejar que TODOS tenham uma experiência única, profunda e ilimitada, que amem tanto quanto você ama fazer.

Sabe quando uma criança sonha com um brinquedo, e quando ganha fica tão empolgada, mas tão empolgada que cria expectativa nos outros e quando ela e convence a brincar mostrando as inúmeras funcionalidades dele (pois ficou tempos e tempos fuçando e descobrindo), você vicia no bendito brinquedo? É isso aí.