Quando beleza e competência não são suficientes para ter autonomia na carreira

03/09/2012

Por conta do anúncio de Marissa Mayer, 37 anos, como a nova presidente do Yahoo!, choveram de comentários, matérias e julgamentos sobre a decisão, que teve como “agravante” (se é que podemos chamá-lo assim) o fato dela estar grávida do 1º filho. Foi incrível perceber que, em pleno século XXI, ainda tem-se que justificar como cuidar da carreira ao mesmo tempo que tem um filho. Marissa não é a primeira e nem será a última, mas pelo bombardeio de opiniões, parece que nunca se viu algo do tipo no planeta.

Isso foi tema  de um dos painéis do evento incrível que rolou em SP, chamado Casa TPM e também de um artigo igualmente incrível da revista Você S.A do mês passado. Segundo a revista, independente da postura que a Marissa adotaria, ela seria julgada, pelo simples fato de não termos um número expressivo de mulheres no topo das grandes empresas (para se ter uma referência de conduta). Este contexto todo foi uma felicidade (para nós) já que, por conta dele estamos tendo a oportunidade de ter diferentes discussões sobre tal, e para que a sociedade e mercado tenham consciência (mais uma vez) que as mulheres são sim multitarefas, fazem e pensam em várias coisas, idéias, responsabilidades e desejos ao mesmo tempo e que não é por isso que deixam de fazer o que tem que ser feito.

Mas antes que pensem que este é um post feminista, a discussão sobre a nova CEO do Yahoo! também contribuiu para um importante questionamento nas mesas de RH e dos diversos departamentos das principais empresas do país e do mundo: qual é a melhor forma de valorizar esta mulher, de permitir que o seu DNA de multitarefas seja algo produtivo e positivo para ela e para empresa, e quais as ferramentas e contextos a empresa precisa se ajustar para tal?

E que, da mesma forma que os homens precisam provar em resultados o que eles vieram fazer em seus cargos, as mulheres também o podem, da mesma forma que também podem chegar lá no topo como aconteceu com a Marissa e com apenas 4% das empresas listadas no Fortune 500 (ranking das maiores dos EUA). A partir disso descobrir do que estas mulheres querem e quais as maiores dificuldades e peculariedades que enfrentam ao buscar e tentar subir ao topo, ou ter uma simples promoção, por exemplo.

Da mesma forma que uma empresa precisa fazer um amplo estudo, pesquisa e análise do mercado consumidor, concorrente e externo para atuarmos nele de forma diferenciada, precisamos fazer também internamente e nas diversas tribos e grupos que nele existem. Fazer com as mulheres pode ser um grande começo.

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A importância de ter um mantra para chamar de SEU

10/08/2012

Como você define um mantra?

Antes de reunir toda a sua equipe e imitar a imagem acima, entenda a importância dessa palavra para sua empresa, sua carreira, sua vida. Mantra é um termo sânscrito que combinando Man (pensar) e Tra (instrumento), ou seja através de sílabas ou palavras faladas repetidas vezes se tornam um “instrumento” de transformação, ou de poder específico.

No caso dos negócios,como bem apresentou a matéria da Fast Company que inspirou este post,  isso vai além do slogan de marketing, da missão da empresa. O Mantra de uma empresa é seu lema, aquilo que inspira e transforma seus colaboradores e consumidores. São frases com 2 a 4 palavras que ficam gravadas na mente, e apresentadas repetidas vezes, geram ações que levem aos slogans e missões da empresa. “Connecting people”, “Thinking different” , são 2 grandes exemplos de mantras que representa tudo que falamos até então.

Mas por que não utilizar este mesmo contexto, importância  também para a vida pessoal, profissional? Por que não criamos, além de metas de ano-novo, do semestre, de aniversário, de emprego novo, um mantra para cada etapa da sua vida?

Vimos e compartilhamos milhares de frases de inspiração nas redes sociais, há pessoas que lêem livros de auto-ajuda, de reflexão que caem no esquecimento. Ter um lema só seu, para cada etapa da sua vida e para cada propósito, que você defina e veja, leia, releia todos os dias podem ajudar a transformar. E que faça a diferença para você.

Pense nisso e aproveite o fim de semana para fazer Todos os Mantras possíveis para você e sua empresa.

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“Um problema bateu a minha porta e eu…ABRI”

03/08/2012

Sexta-feira é o dia oficial dos principais problemas de última hora, da semana, dos últimos minutos aparecerem e terem que ser resolvidos JÁ. Se você trabalha com comunicação então, ela só potencializa a máxima que todos os jobs são para ONTEM e que, obviamente, não podemos entrar o final de semana e a 2ª feira sem solucioná-los.

Pensando nisso e como uma forma de inspirar o seu dia e a partir dele modificar a forma de você encarar os “pepinos” da vida, resolvemos escrever este post. A partir de agora e principalmente no contexto de mercado que temos, os problemas são ÓTIMAS oportunidades de mostrar competências, criar novas soluções, fazer a diferença. É com esta mentalidade que clientes, recrutadores, parceiros, colegas, chefes buscam uns aos outros (na maioria dos casos): para saber quando, como e até que ponto eles podem contar com você.

(…) Qualquer que seja o seu objetivo, faça dos seus desafios, seus maiores aliados. Agindo assim…

Se você for um profissional liberal, vai se tornar o mais requisitado do mercado.

Se for funcionário de uma empresa, vai ter seu valor e reconhecimento multiplicados.

Se for uma empresa, verá seus lucros crescerem em uma velocidade inacreditável.” Roberto Shinyashiki

Este é um trecho do livro chamado “Problemas? Oba! A revolução para você vencer no mundo dos negócios” do referido escritor, que achamos bem interessante e inspirador.

O seu prefácio foi feito pelo publicitário e presidente da DM9DDB – Sérgio Valente, que através de uma analogia bem interessante resume a relação entre Problemas X Solução X Covardia X Insegurança X Crescimento X Futuro, que reproduzimos aqui para inspirar você:

“Era uma vez, há muitos e muito anos, um reino beeeem distante (talvez não tão distante quanto você imagine) disputado por duas famílias. Duas famílias que dividiam os poderes do reino do Crescimento. Duas famílias que, na verdade, não se gostavam muito, mas se completavam muito bem. Mesmo porque os filhos, ah os filhos !, se amavam loucamente.

O príncipe Problema era um pouco mais velho. Tinha nascido antes. Mas a princesa Solução era linda, era tudo com que Problema sonhava. Aonde Problema ia, desde pequenininho, Solução acompanhava, meio escondida, principalmente quando Problema ainda era pequeno.

Solução tinha esse dom meio mágico, conseguia se esconder, mas, quando era descoberta, ah!, ela se revelava realmente linda. E Problema, vendo a beleza radiante de Solução, quase que se escondia atrás dela.

Eram completos juntos. Quanto mais crescia, mais Problema conquistava novos reinos e admiradores, tendo ao seu lado a radiante Solução, que sempre o acompanhava nas contendas que enfrentavam.

Cresceram em idade e em amor. Já não havia um sem o outro. E o reino do Crescimento tomou um tamanho nunca visto antes, pois, com os príncipes apaixonados Problema e Solução, tudo era resultado.

Mas um dia ( já percebeu que toda historia tem um “mas um dia”?) o reino foi invadido pela esquadra das irmãs Insegurança e Covardia (um braço da família que havia sumido por um tempo, mas estava lá, planejando a sua volta e a sua vingança contra o reino do Crescimento).

Veja que tristeza, pouco antes do casamento dos príncipes, Solução foi sequestrada.

Ninguém viu. Ninguém soube. Ninguém ajudou. E o reino feneceu.

Problema ficou ranzinza. Ninguém suportava conversar com ele. Problema, sem Solução, era insuportável, todos no reino já quase esqueciam como aquele garboso e vigoroso príncipe Problema era generoso quando acompanhado da princesa Solução. Mas ele estava só e, quanto mais só ficava, mais só era deixado e mais ranzinza se tornava.

Durante muito, muito tempo, todos no reino passaram ate a ter medo do príncipe Problema. Quando ele surgia, todos fugiam. E, quanto mais só ficava, mais só era deixado e mais ranzinza se tornava.

Do outro lado do mundo, a princesa Solução, depois de muito tempo, conseguiu burlar as irmãs Insegurança e Covardia e fugiu do cativeiro, mas foi amaldiçoada pelas irmãs com uma magia muito má.

Coitada, ficou errante. Solução, em busca de um Problema, não resolvia nada, não fazia ninguém feliz. Solução iludida pela magia das irmãs, ainda via Problema aonde não existia nada, somente para completar-se.

Veja, que tristeza: Solução estava tão perto, mas escondida (lembra que ela sempre teve uma capacidade enorme de se fazer desaparecer até o último momento em que, nesse caso, nunca chegava ?). Problema tão perto, mas sozinho, reclamando, na torre de seu castelo, onde ninguém tinha coragem de chegar perto.

Um tormento. Dois tormentos. Problema, sem ter a sua solução. Solução, tentando descobrir o seu problema. E o reino fenecendo (adoro essa palavra, acho tão “era uma vez” – mas segue a historia).

Até que um dia, escreveram um livro. Um livro mágico. Um livro tão poderoso, escrito por um mago da região que iluminava tudo. E, quanto mais lido, mais poderoso se tornava. E todos no reino começaram a ver.

Problema na verdade era mal compreendido. Ele era aquele mesmo ser adorado que ajudava a todos e tinha feito o reino crescer tanto. Um a um, todos no reino começaram a visitá-lo.

No início foi difícil mesmo, mas, quanto mais pessoas encaravam Problema, mais se encantavam com as possibilidades que havia perto dele.

Graças a esse livro mágico, Problema passou a ser tão amado, tão amado, que seu coração começou a irradiar um luz tão forte, mas tão forte, que destruiu a magia das irmãs malévolas, e Solução, deixando-se guiar pela luz de Problema, revelou-se em todo o seu esplendor na porta do castelo. Problema levantou de onde estava. Solução irrompeu sala adentro. E …

Ah a felicidade do encontro! Quando Problema e Solução se encontraram, amaram-se loucamente, trazendo felicidade para todo o reino.

Pouco tempo depois tiveram um filho: Futuro. E Futuro tornou-se o reino mais justo, sábio e poderoso de toda a história. E fez todo o reino crescer com ele. Pois guardava todo o poder do pai, Problema, e toda a ternura da mãe, Solução.”

Que esta analogia ajude a fazer o dia de hoje e seus próximos dias, passos, desafios, um novo jeito de serem encarados, solucionados e vividos.

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O novo fã: porque fazer o que gosta não é mais suficiente

09/12/2010

Ao pesquisarmos no Google, imagens com o termo FÃ, chegamos a uma lista de fotos de pessoas enlouquecidas (na maioria meninas histéricas) por algum artista, banda ou algo do tipo, como a foto que ilustra este post. Se pararmos para pensar, este conceito é muito 1990, 2000, já que o termo fã, neste novo contexto da era digital ganhou proporções bem maiores. Arriscaríamos a dizer que estamos vivendo um novo conceito de fã.

Um fã que fica sim na fila para comprar o ingresso da pré-estreia do seu filme favorito, mas que além disso promove discussões construtivas sobre este filme, através de vídeos, áudios, fóruns, blogs criando assim uma continuidade personalizada e particular daquilo que gosta e compartilha isso com os outros, para ampliar essa continuidade.

Ou seja, um fã que produz conteúdo com a profundidade necessária para tornar a narrativa (neste exemplo, o filme) um conjunto de novas experiências.

E o que isso tem a ver com: Fazer o que gosta não é mais suficiente?

Antes que enveredemos por uma linha de raciocínio sobre a importância do fã para os diversos tipos de entretenimento e narrativas (o que daria pra fazer em vários posts!), e perdermos o foco do texto, vamos explicar o motivo do título e o porque colocamos este post na categoria de Prosa Profissional.

Com certeza você já deve ter ouvido falar inúmeras vezes, das mais diversas formas, que o diferencial na vida é fazer o que se gosta.

Concordamos com esta afirmação, mas também concordamos que:

(…) Em qualquer forma de arte, voce deve gostar do que faz para fazer benfeito; na verdade você deve ser FÃ para fazer benfeito, para usar o seu talento na construção do entretenimento multiplataforma

Se existe algo que eu adoro, quero que seja maior do que apenas 2 horas no cinema, ou a experiência de uma hora semanal na TV. Quero um aprofundamento do universo (…) Quero Participar  (Henry Jenkins)

Apesar desta afirmação está inserida no contexto do entretenimento, acreditamos ser válida também para outros contextos. Afinal, quando você acredita e gosta muito em algo, seja um projeto, um negócio, um evento, ou ainda se você atua/trabalha naquilo que ama e venera, você também vai desejar que TODOS tenham uma experiência única, profunda e ilimitada, que amem tanto quanto você ama fazer.

Sabe quando uma criança sonha com um brinquedo, e quando ganha fica tão empolgada, mas tão empolgada que cria expectativa nos outros e quando ela e convence a brincar mostrando as inúmeras funcionalidades dele (pois ficou tempos e tempos fuçando e descobrindo), você vicia no bendito brinquedo? É isso aí.

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Protagonismo de carreira: cadê o seu?

26/05/2010

Olá pessoal.

Ontem começou em São Paulo o evento Results On Week, voltado para empreendedores digitais com palestras, debates durante 3 dias sobre temas ligados a Gestão, Inovação, Comunicação. O Prosa Interativa foi convidado a participar deste grande evento e contaremos um pouco o que rolou por lá.

Podemos dizer que ele já começou com discussões de altíssimo nível, que inspiraram vários temas de posts aqui no blog. Como podíamos escolher só um, resolvemos presentear nossos leitores adoráveis com o tema abordado por Rogério Cher – diretor de RH da Natura. O tema: Protagonismo de Carreira.

De uma forma bem simples, didática, ele mostrou como as pessoas não estão (mas deveriam ser) acostumadas em colocar você a frente da sua vida profissional, da sua carreira.

Explicamos: Você é o administrador formado com MBA em projetos que conseguiu aumentar a produtividade, ou uma pessoa extrovertida que quer trabalhar com produção de eventos?

Acredite. As empresas estão modificando seus meios de contratar pessoas para buscar aqueles que não tem cargo, graduação, mas sim sonhos (2ª resposta). E que através deles vão até as empresas que se encaixem nestes sonhos e valores, e principalmente que permitam que estes sonhos aconteçam.

Por isso, antes de querer juntar cargos, números e graduações, veja até aonde elas te levam para aquilo que você quer fazer. Seja protagonista da sua carreira, antes que ela acabe simplesmente passando por você.

Abraços e afagos

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