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Viralização x vendas

Nas últimas semanas foi lançada uma campanha da Nissan criada pela Lew´LaraTBWA chamada A Maldição do Pônei. Em poucas horas, a campanha viralizou nas redes sociais, com mais de 8 milhões de acessos no Youtube, Trending Topics do twitter, além de uma reclamação formal de 30 consumidores no Conar – que regulamenta a propaganda no Brasil. Se caso você ainda não viu a campanha, veja abaixo:

Obviamente que esta campanha virou assunto de várias conversas nas redes sociais e fora dela também. Será que, de fato, houve um resultado positivo nas vendas do Frontier da Nissan depois da campanha, que é toda contextualizada na potência dos carros da concorrência? As pessoas sabem que é para falar deste carro da Nissan e ainda, vão até a concessionária para comprar o “carro que não tem pôneis malditos”?

Ou o que acontece é justamente o contrário: pessoas, crianças pedindo para os pais comprarem (ou conhecerem) os carros dos pôneis – jogando o interesse justamente para quem não devia, a concorrência! Claro que este não é um caso isolado, mas a pergunta que não quer calar é:
Até que ponto as campanhas brasileiras voltadas para a viralização ou pelo menos voltadas para as redes sociais, realmente vendem – que é todo objetivo de uma campanha publicitária?

Instigamos nossa publicidade tupiniquim a criar ações divertidas, inteligentes, criativas, mas que gerem vendas para seus clientes, como aconteceu no Mc Donald´s da Suécia, que instalou uma grande tv na fachada da sua loja e através de um aplicativo no celular, os clientes jogam um contra os outros e o vencedor ganha um cupom para ser utilizado na loja (tem que mostrar para a garçonete pelo celular que foi o ganhador da rodada, gerando consumo instantâneo na lanchonete), vejam:

P.s: Agradecimento ao Luciano Palma pelas conversas e inspirações para este post.