Viralização x vendas

09/08/2011

Nas últimas semanas foi lançada uma campanha da Nissan criada pela Lew´Lara\TBWA chamada A Maldição do Pônei. Em poucas horas, a campanha viralizou nas redes sociais, com mais de 8 milhões de acessos no Youtube, Trending Topics do twitter, além de uma reclamação formal de 30 consumidores no Conar – que regulamenta a propaganda no Brasil. Se caso você ainda não viu a campanha, veja abaixo:

Obviamente que esta campanha virou assunto de várias conversas nas redes sociais e fora dela também. Será que, de fato, houve um resultado positivo nas vendas do Frontier da Nissan depois da campanha, que é toda contextualizada na potência dos carros da concorrência? As pessoas sabem que é para falar deste carro da Nissan e ainda, vão até a concessionária para comprar o “carro que não tem pôneis malditos”?

Ou o que acontece é justamente o contrário: pessoas, crianças pedindo para os pais comprarem (ou conhecerem) os carros dos pôneis – jogando o interesse justamente para quem não devia, a concorrência! Claro que este não é um caso isolado, mas a pergunta que não quer calar é:
Até que ponto as campanhas brasileiras voltadas para a viralização ou pelo menos voltadas para as redes sociais, realmente vendem – que é todo objetivo de uma campanha publicitária?

Instigamos nossa publicidade tupiniquim a criar ações divertidas, inteligentes, criativas, mas que gerem vendas para seus clientes, como aconteceu no Mc Donald´s da Suécia, que instalou uma grande tv na fachada da sua loja e através de um aplicativo no celular, os clientes jogam um contra os outros e o vencedor ganha um cupom para ser utilizado na loja (tem que mostrar para a garçonete pelo celular que foi o ganhador da rodada, gerando consumo instantâneo na lanchonete), vejam:

P.s: Agradecimento ao Luciano Palma pelas conversas e inspirações para este post.

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Bastidores do comercial e da “novela” que virou a Devassa.

09/03/2010

Olá pessoal.

Nestes últimos 15 dias, a publicidade brasileira passou por mais um caso de campanhas publicitárias de cervejarias saindo do ar por conta do Conar. Mas antes de falarmos desta novela vamos falar dos bastidores na criação e produção de uma das campanhas que o seu foco foi utilizar a integração online e offline de forma a ampliar as fronteiras sobre o (re)lançamento de um produto.

Estamos falando da mais nova cerveja do Grupo Schincariol: Devassa. Com um teaser criado para redes sociais, em especial o twitter, onde convidava o usuário a acessar o site Bem Misteriosa que, a cada meta de acessos alcançada uma detalhe da tal mulher misteriosa era mostrado, instigando as pessoas a descobrirem quem é.

bemmisteriosa

A meta final foi batida juntamente com o lançamento do comercial que mostrava que a mulher misteriosa era nada menos que a socialite mundialmente conhecida Paris Hilton, falando da nova cerveja mainstream do país: Devassa. Neste momento começa a parte offline: campanha nos principais meios de comunicação do país e para coroar o lançamento, nada melhor que o Camarote da Cerveja na Sapucaí com a presença da loura. Nem precisamos dizer o barulho e a dimensão que este lançamento causou, concordam? Veja o comercial e os bastidores do Camarote no Programa Avesso:

Como em campanhas de cervejas com mulheres “gostosas” e sensuais sempre tem problemas, o Grupo Schincariol recebeu 3 processos do Conar:
O primeiro feito através de denúncias de consumidores que alegavam um “ apelo excessivo à sensualidade”, e que a campanha foi “desrespeitosa” à mulher. O segundo processo foi aberto pelo próprio Conar por conta da promoção no site, que “pode estimular o consumo exagerado da bebida alcoólica”. Já o terceiro processo é proveniente de uma solicitação da Secretaria Especial de Política para as Mulheres, que tem status de Ministério no Governo Federal e que considerou que havia apelo sexual na propaganda, de “natureza sexista”.

A empresa acatou (mesmo sem concordar) com essas medidas, e como tem sido muito comum ultimamente (alguém lembra do comercial das Havaianas, da Velhinha assanhada?), o comercial é reformulado para passar na Tv, porém com a opção de verem o vídeo completo na web. E foi o que aconteceu – obvio sem esquecer o bom humor:

E como tudo aqui acaba em Prosa, queremos saber a tua opinião:
O que você acha a respeito deste caso? Concorda ou não com a decisão do Conar?
E do Grupo Schincariol?

Abraços e afagos

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