Evite erros comuns no processo de validação do seu MVP e otimize seus processos

 

A ideia de MVP é mais um dos conceitos da bíblia das startups, o livro “ A Startup Enxuta” (The Lean Startup), de Eric Ries.comentamos sobre as principais diretrizes do livro, que ensina uma metodologia para empreendedores que focam em economizar tempo, dinheiro e energia através de processos que operam com o mínimo. A ideia de MVP – Minimum Viable Product – diz respeito a um dos ponto27s mais importantes do livro de Ries, e também de sua startup: o coração de seu negócio, o produto.

A definição de MVP é simples: é a versão do seu produto que contém o mínimo de  funcionalidades para operar e ser capaz de oferecer a solução para o problema proposto. Como muitos empreendedores e especialistas têm afirmado, na verdade o conceito de MVP é mais sobre processos do que produtos. Devemos encará-lo como uma série de etapas pelas quais o produto deve passar até ter sido validado em diversos critérios.

As startups operam geralmente sob um alto risco. O MVP é um recurso que auxilia os tomadores de decisão a atuar de uma maneira mais assertiva, com possibilidade menor de errar. Quando se coloca um produto sob vários testes, a chance de o negócio dar errado é menor, pois ele já passou por simulações em fases anteriores de seu desenvolvimento, demonstrou erros, que já foram corrigidos ou adequados ao usuário.

Muita gente interpreta que o MVP é uma versão pior e mal acabada do seu produto final. Isso é totalmente errado! Como diria o próprio Steve Blank, professor de Eric Ries:

“Um produto minimamente viável não é sempre uma versão mais barata/menor do seu produto final” ” – Steve Blank, 2013

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Crédito da imagem: Fast Monkeys

Essa imagem ilustra a frase de Blank: o MVP não se constitui de uma parte de um todo que ainda está por vir. O MVP deve ser um todo completo, que soluciona um problema.

Por exemplo, na imagem acima, o problema a ser resolvido é: preciso me movimentar do ponto A ao ponto B, com o mínimo de esforço possível. O que duas rodas podem resolver nesse caso? Nada! O skate representa a solução mais prática, e o carro representa o MVP final, depois de ter passado por vários feedbacks e ajustes.

1ª passo: teste seu produto com usuários, mais de uma vez.

O ponto central do processo de validação do MVP é ouvir os usuários. É comum empreendedores ficarem no conforto de sua torre de marfim e assumirem como verdades coisas que nunca foram testadas. Ao lidar diretamente com o usuário (como os early adopters), você é capaz de lidar com fatos e opiniões reais, de pessoas que se interessam e precisam daquela solução. Mude seu produto de novo e de novo, até conseguir agradar aos usuários.

2º passo: foque em testes, não em vendas.

Um erro muito comum na etapa de construção do MVP é focar mais no potencial de venda do que no potencial de solucionar problemas do produto. A  concepção e evolução do MVP são feitos de experimentos, feedbacks, ajustes, erros e acertos. Não é o momento para se preocupar com vendas e o quanto aquele produto pode render de investimento. O foco deve ser a criação e sofisticação do que você pretende vender.

Embora esse seja o sonho de todo empreendedor (vender, vender, vender, até ficar milionário e, quem sabe, vender até a empresa para nunca mais ter que trabalhar? – e quem não quer?) se você não acreditar no seu produto como algo que de fato faça a diferença na vida das pessoas, é muito alta a probabilidade de sua startup não sobreviver. Acredite no que faz!

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Créditos da imagem: Maastricht University   

 

3º passo: seu MVP apresenta o mínimo de características para ser uma solução ao problema?

Esse gráfico postado pelo blog da Maastricht University esclarece um erro de concepção muito comum em relação ao MVP:

Na pirâmide da esquerda, temos um o MVP que não apresenta o mínimo de recursos suficientes (Funcionalidade, Confiança, Usabilidade e Design emocional para solucionar um problema.

Na pirâmide da direita, temos um MVP que apresenta o mínimo de características necessárias para solucionar o problema. A noção de “mínimo” deve ser encarada de modo abrangente: o que me vale duas boas rodas (que podem de fato apresentar uma funcionalidade de grande nível) se não há usabilidade naquilo? As duas rodas sozinhas não me ajudarão a chegar ao ponto B, mas se eu colocá-las em cima de uma prancha, posso ir de skate.

Reúna a sua equipe e avaliem o MVP de sua startup. Continuem alinhados, e bom trabalho!

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