Colocando Google+ e o Vídeo Calling do Facebook no seu devido lugar

Sabemos que o título do post é deveras agressivo, mas o que pretendemos é apenas apresentar novos pontos de vistas e provocar discussão a respeito do tema. Na última semana tivemos lançamento de produtos de gigantes da Internet. Começamos com o Google+ segundo alguns especialistas seria a nova tentativa da Goggle entrar no mundo das redes sociais, ressucitar o Google Wave com grandes melhorias e “jogar um xadrez de alto nível com o Facebook” (como diria Tiago Dória). Com ferramentas que permitem reunir seus amigos em grupos, conversar via videochat com várias pessoas ao mesmo tempo e tudo mais, esta plataforma apresenta-se como uma nova opção tencológica para você criar,organizar, e se comunicar seus contatos.

Cinco dias depois, o Facebook dá a sua tacada e em parceria com o Skype, anunciou o VideoCalling, que integra os bate papos na rede social com vídeos e os contatos do usuário no Skype com o Facebook, permitindo  comentários, visualização do newsfeed e o “curtir” postagens direto do programa de VoIP e reforçando o objetivo da rede social se muito além de uma plataforma, ser um meio de comunicação e conexão entre pessoas (veja mais na entrevista de Mark Zuckerberg na Time).

O ponto é: tanto o Google+ quanto o VideoCalling do Facebook são para conectar melhor as pessoas, mas será que precisamos de evoluir tecnologicamente para nos conectar, nos comunicar de fato? As discussões que temos visto a respeito dessas plataformas novas são a respeito da sua usabilidade, modernidade e coisas do tipo, quando o foco deveria ser para qual tipo de público estas ferramentas foram criados e como as pessoas com a sua intensa diversidade e heterogeneidade de necessidades, contextos, perfis, comportamentos, podem aproveitar melhor tudo isso.

Este é o foco: conhecer o comportamento das pessoas para depois inseri-las ou não em novas redes, ao invés de “socar garganta abaixo” que a última moda são essas plataformas e que precisamos em questão de horas sermos experts delas. Sempre tivemos em rede, nos comunicando, interagindo desde a pré-história e o que houve foi uma evolução de ferramentas e formas de manter tudo isso, porém elas podem ou não serem utilizadas.

Estas novas plataformas podem propocionar maior INTERATIVIDADE mas será que promovem maior PARTICIPAÇÃO?

Não pensem que são palavras sinônimas porque não são. A Participação de pessoas em algum contexto pode ser permitida pela Interatividade, mas não é fator exclusivo. Quando falamos de Interatividade principalmente hoje em dia, refere-se ao dinamismo tecnológico entre plataformas que possibilita trocas comunicativas entre pessoas. Porém, se não houver o interesse e a Participação dessas pessoas, a interatividade não acontece. Ou seja, a Interatividade possibilita mas não determina as relações das pessoas.

A pessoa como fator determinante para a Interatividade

Por isso, antes de sugerir (e concordar com a sugestão) de colocar uma empresa, uma marca, uma pessoa dentro de plataformas de última geração como o Google+ e o Vídeo Calling, analise se as pessoas envolvidas (falando de empresa: clientes, fornecedores, colaboradores, entre outros) possuem perfil e demandam este tipo de plataforma.

 

 

Descolagem 7 e a oportunidade de ter transmídia direto da fonte

Como informamos no último post, este final de semana houve o Descolagem no Oi Futuro, no Rio de Janeiro. Tivemos a oportunidade única de, como diz o título, beber transmídia direto da fonte com direito a palestra, fazer perguntas e tirar foto e autógrafo de livro (momento tiete, of course) com o incrível Henry Jenkins.


Foi um momento muito relevante para os amantes deste novo contexto de narrativa, onde podemos reforçar os conceitos básicos do Storytelling, mas entender também outros contextos e análises que podemos utilizar para promover o conhecimento (que vem a ser o tema do evento).

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Henry começa por explicar como é essencial neste contexto a Cultura Participativa: o conhecimento – produção – participação – compartilhamento feito pelas pessoas com aquilo que eles aprendem e principalmente acreditam.E um dos exemplos mais banais e intensamente utilizado pelos brasileiros que representam perfeitamente este nova realidade de conteúdo: a Cultura Popular.

Cultura Popular do Brasil (Foto by CulturaMix.com)

Ele mostra como eventos e aspectos específicos culturais como Carnaval, Boi Bumbá, frevo, entre outros (criados pelo próprio público) pode proporcionar um ciclo contínuo de Cultura Participativa. Por isso, temos neste movimentos, um ótimo campo de estudo, de possibilidades baseado no comportamento dessas pessoas que pode ser utilizado em favor de marcas, entidades, educadores e analistas (comprovado na prática quando falamos do Carnaval de Salvador, Rio e SP). Ou seja, o Brasil se torna um pólo rico de oportunidades de utilizar a Cultura Participativa como base de diversas ações, projetos de empresas, entidades de diversos segmentos. Algo que outros países não possuem, e precisariam de criar uma estrutura para desenvolvê-la.

Isso pode ser uma das justificativas para o anúncio feito por Maurício Mota, no início da palestra, da criação do novo Centro do Futuro do Entretenimento no Rio de Janeiro, coordenado pelo próprio Henry, baseado na sua experiência no MIT com o Future of Entertainment . Um projeto ousado, que começará ser estruturado a partir desta visita do Henry, mas que cria um grande potencial para o Rio de Janeiro e para o Brasil como área de estudos e projetos de entretenimento.

Cultura participativa e digital (foto by Blog Cidadão do Mundo)

 

Atrelando toda esta explicação de Cultura Participativa no tema do evento (As novas conexões do saber), o especialista mostra como esta nova Cultura Digital, que não possui hierarquia, multiplicou a participação das pessoas como criadores e produtores de conteúdo contínuo.

Quando uma pessoa produz um vídeo e posta no Youtube, por exemplo, mesmo que seja o pior vídeo que existe, através dos feedbacks de outras pessoas (que ela receberá por lá ou em outras redes sociais), este novo produtor tem a possibilidade de melhorá-lo e criar tantos outros vídeos e conteúdos tão bons que certamente será compartilhado e reproduzidos por outras pessoas, continuando este ciclo da participação. Assim, as pessoas deixam de aprender só através da escola ou da entidade “professor” e passa a aprender principalmente através dos seus próprios erros e de uma forma lúdica, leve.

Com esta análise foi apresentado os 6Ps do Brincar que mostra os aspectos que envolve esta nova forma de aprender (lembrando que os P são de palavras em inglês):

  1. Permissão – perceber que há espaço para criar em cima dos conteúdos existentes
  2. Processo de aprendizagem com os obstáculos
  3. Paixão – é o combustível básico para fazer toda esta engrenagem funcionar
  4. Produtividade – utilizar todos os recursos para brincar (ou aprender algo novo)
  5. Participação – Ela é permitida pela interatividade
  6. Satisfação Emocional – Sensação de ter feito algo bacana, legal e útil.

Para não perder os insights de Transmídia proposto neste primeiro dia de Descolagem, no segundo dia houve um Workshop sobre os 7 mitos e 7 princípios da Transmídia Storytelling organizado pela Barbara Mota. Mais uma vez, foi uma ótima oportunidade de se aprofundar e encaixar todos os novos termos, formatos, definições que aprendemos sobre transmídia nos últimos tempos e possibilitar a produção de conteúdos neste formato. Para evitar delongas de explicações, comentários e deixar este post um livro, segue o link dos slides apresentados pela especialista:

DESCOCHOPS: Transmedia storytelling e o design estratégico de narrativas

Descolagem 7 traz Transmídia na teoria e na prática

Henry Jenkins (Divulgação)

Neste final de semana (02 e 03 de julho), no Rio de Janeiro, acontece um dos eventos mais conhecidos na área de tecnologia e novas idéias: Descolagem. Com a participação de vários convidados internacionais incríveis como o pesquisador e artista Zach Lieberman, o DJ e artista interativo Daito Manabe e educador e subsecretário de novas tecnologias do Rio de Janeito Rafael Parente, que junto com Henry Jenkins (o maior especialista de Transmídia e escritor do livro base da área “Cultura da Convergência”) discutiram a respeito das Novas conexões do Saber.

Será uma tarde inteira do sábado de discussões e para não deixar apenas na teoria (mesmo que riquissíma), este ano o evento trouxe os Descoshops – um dia inteiro de workshops sobre os mais diversos assuntos tecnológicos (como Games, arte interativa, mashups e narrativa transmídia) com outros especialistas da área. Uma ótima oportunidade de utilizar a discussão do sábado e colocá-a em prática no domingo.

A equipe do Prosa Interativa estará lá para conferir de perto o evento, para participar de toda a programação e ter a oportunidade de fazer (de fato) algo “transmidiático”, com o workshop oferecido pela Bárbara R. Mota – Formada em cinema especialista em estudos da narrativa e na utilização de novas mídias para educaçãoe entretenimento. Ela trabalha nOs Alquimistas onde é responsável pelo design estratégico das narrativas nos projetos criados para empresas de todo mundo.

Para saber mais sobre o evento e quem sabe, dar a sorte de garantir sua participação (as vagas são limitadas), segue as informações:

 

Descolagem
Data: Sábado, 2/7 às 15h. Os portões estarão abertos a partir das 14h.
Local: NAVE – Núcleo Avançado em Educação Rua Uruguai, 204 – Tijuca
Entrada gratuita

 

Descoshops – Workshops do Descolagem

Data: 03/07 às 15h.Os portões estarão abertos a partir das 14h. Mesmo local do Descolagem.

Os interessados do Descolagem deve responder ao questionário: http://bit.ly/kiKjqu e do Descoshops responder este  questionário em http://bit.ly/meIX3r e aguardar a confirmação da inscrição. As vagas ENCERRADAS.

O encontro contará com transmissão ao vivo pela internet, na página Oi Futuro (www.oifuturo.org.br), a partir das 15h.

Painel de Transmedia no Social Media Brasil 2011

Finalmente saiu este post!!

Como alguns de vocês sabem, no começo deste mês rolou o Social Media Brasil – grande evento sobre mídias sociais e internet – e o Prosa Interativa, na figura da Nanda Nogueira foi convidada para ser mediadora de um painel de um tema que está dando o que falar: Transmedia. Fazer a abertura oficial do evento na área de painéis não é uma tarefa fácil, mas os convidados para falar sobre o assunto conseguiram levar o tema a um patamar bastante profissional , com pontos de vistas, desafios, e alinhamento de conceitos para atuação de campanhas neste contexto.

 

Bruno Scartozzini, Fernanda Nogueira, Marcelo Páscoa e Maurício Mota no Painel de Transmedia no #smbr2011 (Foto by SMBR)

 

Para começar, o especialista Maurício Mota desmistificou o termo Transmedia que algumas pessoas e empresas da área afirmavam fazer ou ainda, dizer que era algo tal qual Comunicação 360º ou Brand Content. Mesmo com o tempo curto, ele conseguiu dar uma ótima aula sobre como este termo deve ser encarado, e como as outras ferramentas e formas de atuação da publicidade podem contribuir para uma estrutura de Narrativa Transmídia. Sinceramente, acreditamos que ele conseguiu dar uma nivelada conceitual e prática incrível para aqueles que se baseavam apenas nas grandes produções lá fora, ou não tinham certeza de que isto tem sido feito no país. Para ele, o Brasil Nunca fez Transmídia de fato e ainda não está preparado para fazê-lo decentemente.

[Uma pausa para pensar neste momento....]

Marcelo Páscoa, publicitário especialista em Branded Entertainment na DM9DDB, foi justamente falar de como esta ferramenta pode produzir novos conteúdos e tornar uma campanha, uma ação, um projeto, beem mais interessante e envolvente para o público. Mostrou o case do Axe, que foi utilizando dentro do antigo programa Descontrole do Marcos Mion, o que casou lindamente com o conceito do produto (neste caso, Mion fazia gracinhas sobre como os homens não tinham jeito para xavecar mulheres bonitas). Simples, hilário e que entrava bem no target do programa, do produto e  não era forçado. Reforçou que a idéia do Branded Entertainment  acompanha um dos objetivos da Transmedia, que é envolver o público com um conteúdo diferenciado, de qualidade e que possa ser inserido no seu contexto diário de uma forma simples e divertida (afinal o entretenimento é a melhor forma de evolver socialmente as pessoas).

Finalizamos com Bruno Scartozzini da Talk Interactive, mostrando como uma boa história pode resultar em boas sacadas, e bons projetos. Afinal, a relação entre duas pessoas é baseada em histórias e, principalmente para Transmídia, sem uma boa história, o resto se perde, a multiplicidade de conteúdo nas plataformas não acontece e ficamos nestes protótipos de projetos da área.

Mesmo com esta enxurrada de informação, conceito e prática, conseguimos ainda liberar para algumas perguntas (não houve discussão, o painel propriamente dito, pois o tempo estava bem limitado) que enriqueceu muito toda a apresentação. E antes que pensem que por isso pode ter ficado sem graça o painel, podemos afirmar que isso foi essencial para o conteúdo que estava sendo abordado. Pela primeira vez ele foi discutido em um evento nacional e o seu público precisava conhecer, analisar e nivelar aquilo que se diz Transmedia do que propriamente é Transmedia. E quando falamos de novos ocnceitos e formas de trabalho, isso se torna algo básico.

Em breve teremos o vídeo do painel e caso possamos compartilhar, inserimos aqui, ok?

 

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Como as relações em redes sociais estão influenciando a decisão de compra

Pois bem, estamos há exatas 24 horas do nosso painel de Transmídia dentro do Social Media Brasil e para movimentarmos este debate, pesquisamos alguns materiais que podem ser temas-chaves para discussões que todos querem fazer e não tinham nem local nem oportunidade de fazer.

E um desses temas, obviamente passa pelo novo poder que o público possui e utiliza com as redes sociais, que o site de tendências digitais Trend Watching chama de Fator F em sua matéria de capa deste mês.  O Fator F para denominar os Friends, Fans and Followers (ou amigos, fãs e seguidores em português), que são os papéis que as pessoas podem ter dentro das relações digitais e que tem sido determinantes para contribuir no processo de decisão de compra entre eles, também chamado de social commerce.

Para se ter uma idéia, uma pesquisa de marketing boca-a-boca realizada nos EUA verificou que a cada ano existe aproximadamente 1 TRILHÃO de conversas sobre marcas apenas naquele país. Ou seja, são 1 trilhão de momentos que as marcas são apresentadas, elogiadas, criticadas, e também sugeridas para outras pessoas. Logicamente que a internet e as redes sociais se tornaram ferramentas essenciais para movimentar constantemente este novo poder das pessoas, demandando outros tipos de ferramentas e formatos para que este ciclo se mantenha ativo sempre. Outro dado interessante que reforça este poder do “Fator F”, segundo o Facebook, os seus 500 milhões de usuários gastam 700 bilhões de minutos na rede social , onde 3/4 deles já curtiram uma página de marca e 50 milhões fazem isso todos os dias.

Mas para chegar até a fidelização e engajamento das pessoas em um produto ou marca, temos um processo bem conhecido dos estudiosos de marketing, que através deste novo poder, acontece de forma mais rápida, dinâmica, intensa e social: A decisão de compra.

As 5 formas deste Fator F influenciar o comportamento do consumidor neste contexto de social commerce são:
Na Descoberta (F – Discovery): Como as redes sociais permitem que os consumidores conheçam os melhores produtos e serviços baseando-se nas experiências dos seus amigos e contatos. Um bom exemplo é o site  de pesquisas de compra Thefind, que criou a ferramenta “Shop like friends“, onde a pessoa conhece os gostos e preferências dos seus amigos de Facebook.

* Na Avaliação (F-Rated): Depois de “descobrir” o melhor produto e serviço, o passo é buscar recomendações e avaliações personalizadas de outras pessoas que conhecem o item a ser pesquisado para saber se valeria a pena (ou não) tê-lo. Afinal é mais confiável para as pessoas confiarem em outras pessoas do que meras propagandas. Isto justifica a importância que os sites de empresas utilizam widgets, aplicativos que permitam inserir dicas e comentários, além das próprias redes sociais sobre o que está sendo oferecido.

* No Feedback (F- feedback): Para que as avaliações vistas na rede possam ser “válidas”, os consumidores questionam às pessoas de sua confiança e seu ciclo, como família e amigos a respeito da sua intenção de compra. Pesquisas americanas afirmam que 90% das pessoas acreditam nas recomendações de amigos das redes sociais e 31% dos usuários freqüentes de Twitter questionam para os seus seguidores sobre produtos e serviços.

* Nas compras “conjuntas ” (F-Together): A internet e as novas plataformas de mídias permitiram que as pessoas comprem juntas sem estar fisicamente próximas uma das outras. Isto criou uma oportunidade em constante crescimento no Brasil (e no mundo) que são as compras coletivas, que devem movimentar só no país 1 bilhão de reais só este ano (fonte: site Conexão Mercado) entre os 1200 sites existentes no país, atingindo 14% dos internautas brasileiros.

* Na personalização de produtos e serviços (F-Me): Uma nova oportunidade que o Fator F possibilita as empresas e marcas é oferecer ferramentas, serviços e produtos baseados nas suas atividades e uso das suas redes sociais e navegação na internet. Temos como exemplo, o Twournal que transforma os seus tweets e imagens num jornal da vida real, podendo vender e comprar as publicações de outros usuários.

 

Mas afinal, o que isso tudo tem a ver com Transmídia?

Acreditamos que esta seja a sua pergunta depois de toda esta explicação, certo? A resposta é bem simples, a estrutura transmídia permite que um conteúdo seja expandido nas mais diversas plataformas de mídias e com as várias linguagens que cada plataforma e público possui. Dessa forma, imaginando que este conteúdo é aquilo que uma marca quer apresentar para o seu público, que responde produzindo comentários, avaliações, sugestões e compartilhando com outras pessoas, o Fator F também está inserido no contexto de transmídia.

Agora, para saber se ele é bem utilizado neste contexto, quais os tabus e desafios que temos pela frente e como utilizar melhor este novo poder da audiência, só estando lá no Social Media Brasil amanhã (3 de junho) às 9h no Fecomércio (SP) para saber com quem entende.

Esperamos você lá ;)

Coca-cola e a Felicidade: Experiências para engajar o público com a marca

Na Transmídia, um dos pontos principais de produzir o conteúdo é fazer que a sua audiência colabore, participe ativamente e compartilhe as experiências vividas por este conteúdo. Assim, ao contrário de criar campanhas, ações que impactam e são facilmente esquecidas, o desafio dos anunciantes, agências, produtores é utilizar o conceito da marca, do produto e inseri-lo no contexto de vida do seu consumidor de forma prazerosa, diferenciada e que ele possa participar e compartilhar esta experiência.

Não suficiente, ainda tem o desafio de tornar isso  um ciclo vicioso, numa relação de demanda e oferta constante de  novas experiências, em diferentes plataformas de mídias,  para serem consumidas, produzidas, inseridas no contexto de todos os envolvidos, não havendo delimitação entre consumidores e produtores.

Definitivamente isso não é uma tarefa fácil.

Como uma das formas de criar ações de engajamento é analisar e se inspirar no que tem acontecido por aí. E hoje,  o site Bluebus mostrou uma ação promovida pela Coca-cola, que proporcionou um cinema ao ar livre na Colômbia no meio de um grande congestionamento na capital do país.

O objetivo: criar experiências que mostrem que cada momento há espaço para a Felicidade (lembrando que o conceito da empresa é embasado na Fábrica da Felicidade, ok?). Tudo bem que esta ação não deve ter sido barata, mas note-se que são os detalhes que engajaram as pessoas que estavam lá a ver, participar e que, com certeza, o farão compartilhar sobre este momento. Conheça e inspire-se

Vejam como projetos como este conseguem, na prática, atender um dos objetivos principais do Branded Content: inserir a sua audiência no conceito de marca, promover uma experiência tão bacana que você tenha vontade de participar e principalmente engajar esta audiência a compartilhá-las e torná-las algo contínuo entre pessoas e mídias.

Como Transmídia pode ser Social Media. Formatando colaborativamente o painel do SMBR 2011

Social Media Brasil e Prosa Interativa juntos em 2011

Olá amigos, tudo bem?

Estamos aqui para falar de um projeto superbacana que estamos desenvolvendo juntamente com a equipe do Social Media Brasil e alguns palestrantes do evento. Para quem não sabe, Social Media Brasil é um evento anual sobre o mundo das redes sociais, que na sua 3ª edição contará com o a participação da equipe do Prosa Interativa, mais especificamente, eu, Fernanda Nogueira. Fui convidada a moderar o painel “Como transmídia pode ser social media”, com a participação de Bruno Scartozzoni – Talk Interactive / Marcelo Páscoa – DM9DDB / Mauricio Mota – Os Alquimistas e vocês!

Sim, meus queridos, queremos promover um painel que não fique só nas horas de discussão do dia do evento, queremos mais e para isso estamos com vários projetos bacanudos que serão costurados até o dia do evento e também após ele. Cada palestrante utilizará o seu blog como meio de discussão com os seus leitores, haverá interação entre eles, além do uso de podcasts, redes sociais (lógico), reuniões onlines, offlines – tem gente ficando animadinho e inventando reuniões em botecos, acreditam?! E podemos ir além com exposições, artigos e muito mais.

Queremos mostrar, na prática, que Transmídia é muito além da convergência entre tv e internet e, principalmente que, são as pessoas que promovem essas ações e interações multiplataformas.

Assim, iremos formatar publicamente e de forma interativa e colaborativa este painel, contando, lógico, com a sua participação.Por isso, comece desde já visitando, conhecendo, palpitando e participando das nossas provocações, sejam pelo Prosa ou pelos blogs dos nossos amigos convidados (vide nos links que estão nos nomes deles aí em cima).

Aqui tudo é junto e misturado, tudo é experiência e tudo será apresentando no nosso debate.

Para começar esta bagaça, queremos saber de vocês quais marcas, campanhas, filmes e  narrativas, tem melhor utilizado a arte de contar histórias para envolver seus públicos?

E como vocês acham que as redes sociais contribuem para tudo isso?

Abraços

Nanda Nogueira

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Dois anos do Prosa Interativa

Olá amigos.

Há exatos 2 anos registramos este domínio prosainterativa.com.br com o intuito de tornar um espaço para uma conversa sobre comunicação e marketing digital, algo fosse leve, divertido e com conteúdo. Ao longo desses 2 anos, também passamos por reformulações, mudamos nossos interesses, amadurecemos nossas idéias, ao mesmo tempo que constantemente o mercado também mudou, as necessidades foram criadas, eliminadas ajustadas.

Confessamos e sabemos que foram mais idéias do que ações, posts, estruturas, mas tudo isso foi na intenção e no objetivo de já oferecer o melhor para vocês, queridos leitores. E é por este objetivo que não desistimos desta idéia e renovamos este domínio para pelo menos, outros 2 anos.  Aos poucos, vamos mostrar o que é este novo Prosa Interativa, com as idéias mais claras, objetivos mais concretos e ações que significam e apresentem o que é uma Prosa literalmente Interativa.

O foco da Prosa é Mídia e Entretenimento, em todos os contexto que estes termos se apresentam: comunicação, marketing digital, novas mídias, a Transmídia, a relação conteúdo-marca-pessoas, Branded Entertraiment, o mercado, os principais eventos, as novidades, tendências e claro MUITA conversa. Contamos com você, nobre marinheiro e peça chave desta prosa. Você será constantemente intimado a opinar, participar, interagir, experimentar. E isso não é promessa de político.

E quando a Prosa não tiver boa, ou não tiver no caminho bacana, pegue as rédeas e leve para os novos pontos de vista, novos formatos. Porque as idéias não estão numa caixa fechada, elas estão livres para serem apresentadas, discutidas e modificadas. Pode também brigar também quando qualquer ponto que estamos propondo não estiver por aqui, quando tudo tiver muito parado, muito quieto.

Melhor, queremos utilizar das experiências anteriores, uma oportunidade de fazer diferente, mas não fazer diferente sozinhos…queremos ter vocês nessa!! Ainda estamos matutando como será isso, mas garantimos que será DUCAA!!

Bem, este post era para comemorar e principalmente agradecer por todos este momentos que tivemos vocês como amigos, leitores e parceiros.

E que venha outras Prosas!!

Abraços

Nanda Nogueira

Equipe Prosa Interativa

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A hora e a vez do marketing esportivo brasileiro

Com a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas do Rio de Janeiro em 2016 batendo na porta, todo o mercado de comunicação, de marketing e entretenimento tem se voltado cada vez mais para planos e estratégias completas, arrojadas e focados para esta área. Muito mais que apenas patrocinar estes eventos, seus jogadores, os clubes, as empresas estão criando novas demandas e novos mercados para poder pegar fatias significativas do mundo do esporte.

Vejam, por exemplo, como o  portal Terra no Brasil, na conversa com seu diretor Paulo Castro está se preparando para este novo contexto:

Para entender melhor isso, peguemos os últimos acontecimentos s dentro deste mercado, como o noticiado pelo  jornal Advertising Age em dezembro passado : Por que tantas agências estão pegando a estrada em direção à São Paulo? onde aponta os dois principais eventos esportivos mundiais como um dos causadores.

Nesta matéria temos o caso de uma agência de San Francisco, que irá lançar uma nova unidade de negócios voltada para atuar como uma consultoria para marcas norte-americanas interessadas em investir no Brasil. E outro caso de uma personalidade que já mostrou que não vai deixar estes eventos passarem em branco, atende pelo nome de Ronaldo Nazário de Lima.

Em 2010, ele anunciou a parceria com a gigante da comunicação WPP (que possui grandes agências no seu grupo como a Ogilvy, JWT, Y&R) que resultou na 9ine – empresa de consultoria em markerting esportivo e entretenimento.  Uma das suas primeiras grandes ações já em 2011 foi a contratação do lutador campeão de peso médio do UFC, Anderson Silva.

Para não dizer que o foco é apenas no futebol, esta semana foi divulgado o Bradesco como novo patrocinador do Rugby brasileiro, onde, junto com a Topper e também de olho em 2016, pretende dar mais visibilidade a este esporte.

Aos poucos, tomamos conhecimento de alguns desses projetos arrojados e agressivos e percebemos que tanto o internamente como globalmente, estes eventos esportivos será apenas o começo de um novo contexto e de um novo mercado.

Nokia e Microsoft unindo forças para o novo contexto mobile

É notório que a empresa de celulares finlandesa Nokia, com o surgimento das plataformas móveis do iPhone (Apple) e dos smartfones com sistema operacional Android (Google), estava perdendo fatias significativas deste mercado tão competitivo e inovador. Como resposta a este contexto, entre outros fatores, foi anunciado no início de fevereiro, uma nova parceria da finlandesa com a Microsoft, outra gigante nos sistemas operacionais e que tinha criado o Windows Phone 7.

Muito mais que incluir o Windows Phone 7 e o sistema de busca Bing em seus smartfones, a parceria visa criar planos estratégicos e de marketing mobile em conjunto, em especial para criar produtos e serviços móveis líderes, que ofereçam aos consumidores, operadoras e desenvolvedores oportunidades únicas (como dito no release da Nokia).

O intuito nesta parceria é unir expertises para um novo ecossistema móvel global e conseguir atuar nos ecossistemas já existentes, proporcionando, como eles próprio afirmam, novas experiências para o usuário, como mostra a imagem abaixo:

Segundo Steven A. Ballmer, CEO da Microsoft: “Ecossistemas são experiências únicas quando conduzidas com velocidade, inovação e escala. A parceria que anunciamos hoje oferece incrível escala, uma larga experiência em inovação em software e hardware, além de uma habilidade provada de execução.”

Aqui, o vídeo dos CEO das duas empresas anunciando a parceria:

Só para constar, esta parceria foi anunciada dias antes do maior evento de Mobile Marketing do mundo, o Mobile World Congress que acontece do dia 14 a 17 de fevereiro em Barcelona.