Branded Entertainment – o novo contexto das marcas dentro das mídias

Que a multiplicidade de canais de comunicação e informações geram audiências fragmentadas já não é novidade para ninguém. E que os formatos tradicionais de anúncios, merchandising e coisas como “isto foi um oferecimento de…” estão progressivamente se tornando menos relevantes e eficazes por isso, também não é nenhuma novidade.

Então qual é a novidade agora quando se falar em atrair e envolver um conteúdo de uma marca com seu público?

O foco agora é a criatividade, a personalização, é produzir e criar a sua própria mídia de acordo com os interesses, comportamentos e perfis desta audiência, onde ela não é interrompida por mensagens jabás, mas é envolvida por contextos e conteúdos produzidos especialmente para estas pessoas. Desta forma, o público consumidor, ao perceber esta personalização, gasta mais tempo com aquilo que foi de forma cuidadosa, complexa e bem mais atraente, se envolve mais e compartilha estas experiências com outras pessoas para que elas conheçam este novo contexto.

É justamente isto – através de casos atuais – que Miles Young, CEO da Ogilvy & Matter mundial explica nesta palestra realizada este ano no MIPTV 2011 - evento internacional do setor de produção, conteúdo e marcas realizado em Abril. O vídeo é em inglês, mas bem fácil de compreender e aprender um pouco mais. IMPERDÍVEL:

100 anos dos efeitos visuais no Cinema

Uma das ferramentas mais incríveis utilizada no cinema são os efeitos visuais. Alguns anos atrás era facilmente perceptível quando eles eram utilizados para criar cenários, ações dentro do filme que por algum motivo não era possível tornar realidade. Ultimamente, torna-se cada vez mais complexo, principalmente para leigos, definir o que é e o que não é efeitos visuais.

Para explicar esta evolução em sala de aula, foi criado este vídeo que já foi visto e compartilhado por mais de 2 milhões de pessoas. Realmente uma evolução incrível e vale a pena ver e conhecer mais sobre.
Aproveitando, queremos deixar um desafio para os cinéfilos de plantão: quais são os filmes descritos neste vídeo?

A evolução da comunicação e o engajamento social

Quando recebemos links ou encontramos na web vídeos que conseguem em poucos minutos, retratar temas importantes e tão relevantes atualmente como o caso do Comportamento das Pessoas, Engajamento Social e afins.

Foi o que aconteceu neste vídeo que, com uma historinha prática e simples, explica como as pessoas se interessam, se envolvem e compartilham assuntos, opiniões, coisas, desde os primórdios até hoje (em inglês, mas fácil compreensão):

Viralização x vendas

Nas últimas semanas foi lançada uma campanha da Nissan criada pela Lew´Lara\TBWA chamada A Maldição do Pônei. Em poucas horas, a campanha viralizou nas redes sociais, com mais de 8 milhões de acessos no Youtube, Trending Topics do twitter, além de uma reclamação formal de 30 consumidores no Conar – que regulamenta a propaganda no Brasil. Se caso você ainda não viu a campanha, veja abaixo:

Obviamente que esta campanha virou assunto de várias conversas nas redes sociais e fora dela também. Será que, de fato, houve um resultado positivo nas vendas do Frontier da Nissan depois da campanha, que é toda contextualizada na potência dos carros da concorrência? As pessoas sabem que é para falar deste carro da Nissan e ainda, vão até a concessionária para comprar o “carro que não tem pôneis malditos”?

Ou o que acontece é justamente o contrário: pessoas, crianças pedindo para os pais comprarem (ou conhecerem) os carros dos pôneis – jogando o interesse justamente para quem não devia, a concorrência! Claro que este não é um caso isolado, mas a pergunta que não quer calar é:
Até que ponto as campanhas brasileiras voltadas para a viralização ou pelo menos voltadas para as redes sociais, realmente vendem – que é todo objetivo de uma campanha publicitária?

Instigamos nossa publicidade tupiniquim a criar ações divertidas, inteligentes, criativas, mas que gerem vendas para seus clientes, como aconteceu no Mc Donald´s da Suécia, que instalou uma grande tv na fachada da sua loja e através de um aplicativo no celular, os clientes jogam um contra os outros e o vencedor ganha um cupom para ser utilizado na loja (tem que mostrar para a garçonete pelo celular que foi o ganhador da rodada, gerando consumo instantâneo na lanchonete), vejam:

P.s: Agradecimento ao Luciano Palma pelas conversas e inspirações para este post.

Já que sexta-feira é dia de Bebemorar…

A Heineken resolveu criar uma ação super bacana para fortalecer esta idéia e também para dar um empurrãozinho naquele seu amigo que lhe deve uma cerveja há tempos. Através do aplicativo “Heineken – Beer for Friends”, seu amigo pode comprar uma garrafa e escolher quem vai recebê-la. Quando o presenteado der check-in em algum bar, o garçom será informado sobre o presente e servirá a bebida para o felizardo que certamente ficará bem feliz em recebê-la. Esta boa ação será divulgada no Facebook, podendo ser divulgada por outras pessoas também.

Para um post de 6a. feira nada mais justo compartilhar isso com vocês. Não sabemos se a ação acontecerá no Brasil e não estamos recebendo por divulgá-la, apenas gostamos da campanha,ok? O que deve ter de pessoas na esperança de ter um presente destes por aí, não deve ser pouca coisa.
Saibam mais neste vídeo (se não conseguir visualizá-lo abaixo, clique aqui):

Heineken BFF from glenhnsn on Vimeo.

Posted in De tudo um pouco by nanda_nogueira. No Comments

Apresentações e a arte de contar histórias impressionantes

Imagine a seguinte cena: o projeto dos seus sonhos, feito por você, conseguiu um horário na agenda apertadíssima daquele executivo, diretor, investidor que tem tudo a ver com este projeto. Ou seja: esta é A chance da sua vida e com ela vem a pergunta: como não desperdiçá-la?

Pois bem, como já dissemos anteriormente por aqui, as histórias conectam as pessoas. E não é qualquer história, é uma história completa, com bons personagens, slogans, clímax, reviravoltas e tudo que tem direito…Elas encantam, inspiram e modifica tanto aqueles que contam, como os que participam como os que ouvem. Mas, o que isso tem a ver com o projeto do seus sonhos?

O empresário Joni Galvão, fundador da empresa SOAP – State of Art Presentation – empresa especializada em apresentações – responde esta pergunta neste vídeo de um workshop feito na Endeavor -um dos maiores institutos de empreendedorismo do mundo. Tire 30 minutos do seu dia para vê-lo, reveja seus conceitos e crie uma nova forma de encantar as pessoas para tudo o que quiser… Inclusive o projeto dos seus sonhos:

Tragédias nacionais x sensacionalismo: Quem ganha este jogo

Depois de zapear alguns sites e blogs a busca de inspiração para escrever, deparamos com este post muito pertinente do Brainstorm#9 e concluímos que, de um ponto de vista diferenciado, deveríamos SIM falar da Amy Winehouse.

Saulo Mileti, autor do post, analisa como a imprensa nacional está anos-luz atrás da imprensa internacional, sobretudo no foco em conteúdo de relevância, que são (ou deveriam) ser de conhecimento e discussão por todos aqueles que buscam informação de qualidade em jornais, revistas e na imprensa online também.

No último domingo, o próprio Saulo fez print de alguns sites de jornalismo nacional e internacional (que reproduzimos abaixo). É nítido perceber como a relevância da tragédia da Noruega se torna uma pequena nota perto da notícia da morte da cantora inglesa. Não queremos aqui dizer que ela não tenha a sua relevância e que a sua perda foi insignificante, mas em detrimento de um massacre que ocasionou mais de 70 mortes, pelo menos, realizado por um homem, com motivo desconhecido (ainda há indefinição sobre detalhes como quantidade de pessoas, assassinos, motivos), as relevâncias se tornam bem relativas.

Imprensa Internacional e o Massacre de Oslo (By Saulo Mileti)

Formatos dos Conteúdos Noticiados

Neste comparativo, a discussão não fica apenas na relevância dos fatos mas também na forma em que eles são apresentados. Temos o massacre, onde todas as autoridades norueguesas e algumas internacionais estão em busca das respostas e definições sobre o fato, ao mesmo tempo que analisam e definem formas de combater ações como estas, seja na Noruega (um país conhecido pela baixa taxa de criminalidade), seja na Europa ou qualquer canto do mundo.

Do outro lado, temos o fato da morte da Amy, uma cantora muito talentosa, que tinha seus percalços e problemas, mas produzia um trabalho memorável e que morreu no meio desta trajetória. Muito podia se falar destes assuntos, nos pontos relevantes que eles possuem, buscando informar e criar conteúdo para discussões a respeito destes pontos, destas dúvidas, traçando junto com o leitor/espectador algumas linhas de raciocínio que possibilite de forma colaborativa e participativa estas discussões. Este seria um formato interessante de se apresentar notícias como estas.

O que tem sido feito, infelizmente é o foco naquilo que causa mais comoção no público-alvo (e no caso brasileiro seria a Amy, principalmente pelos fãs que ela possui aqui e em todo mundo), e através de um sensacionalismo intenso (vide abaixo), mostrando o histórico da cantora, seus problemas, as mensagens dos artistas, a coincidência de outros artistas também morrerem com 27 anos, a comoção mundial, você tem um fato apresentado de uma forma parcial e superficial. Deixando para segundo plano, outros aspectos que deveriam ser levados em consideração e principalmente, assuntos que precisam ser informados, noticiados e discutidos pelas pessoas.

A imprensa nacional e o sensacionalismo na morte de Amy

 

O movimento digital e participativo de Marina Silva

Alô você que está assustado com a morte repentina de Amy Winehouse. Lamentamos a morte, porém não viemos falar disso.


Tudo bem que política não é um assunto fácil de ser discutido e nem é a nossa pretensão fazer isso, mas o que nos faz escrever sobre a Marina Silva agora nada mais é que o seu senso de participação, engajamento e colaboração entre as pessoas para criar o seu novo movimento/partido (ou nome que isso pode virar). Segundo a própria ex-senadora , ela não planeja lançar um novo partido, em partes porque já há partidos demais no País, em partes porque acredita que o atual sistema partidário brasileiro não funciona mais.

 

Pois bem, depois de uma campanha presidencial sem precedentes no Brasil, espelhada em muito no engajamento articulado pela campanha de Barack Obama, Marina Silva inova mais uma vez e anuncia que o nome de seu novo “movimento” será escolhido pelos internautas!

 

“Com as redes sociais, podemos levar adiante a ideia de uma organização com estrutura horizontalizada, substituindo as estruturas verticais dos atuais partidos” diz Maurício Brusadin, articulador do novo “movimento” em SP. Sem dúvida, as redes sociais e a mobilização de ações e movimentos que elas tem proporcionado mostram que os usuários destes meios, muito mais que gerações, são pessoas que defendem aquilo que acreditam e que tem se tornados cada vez mais ativos nestas mobilizações. A famosa Revolução do Sofá, de pessoas “defensoras” das campanhas sociais ou não de forma apenas digital não tem sido uma realidade presente nos últimos anos.

 

Pouco se sabe sobre como será o novo partido/movimento, mas Marina já fez questão de enfatizar em seu blog que a “dimensão participativa direta” é “imprescindível”. Outro dado interessante é que nas eleições municipais de 2013 o movimento deverá apoiar candidatos cujas propostas se alinhem com as propostas ecológicas e sustentáveis, independente de partido.

O lançamento oficial, já com o nome escolhido, deverá ocorrer entre setembro e outubro. Para os interessados em política e/ou que querem participar de um movimento nestes formatos e – óbvio – concorda com os valores e diretrizes da ex-senadora, aí pode estar uma boa chance (acessem o blog dela e veja mais detalhes).

 

OBS.: Este blog é Apartidário e NÃO pretende julgar movimentos sociais, religiosos, políticos nos seus posts. Por isso, comentários agressivos e ofensivos nestes contextos – como em TODOS os outros – serão deletados.

A era dos Crowds: Crowdsourcing, Crowdfunding. Afinal o que é isto?

Esta semana aconteceu o Expo Y, a 1ª feira de negócios e cultura Y que aconteceu no Pavilhão da Bienal em São Paulo. Guardada as devidas proporções, algo como Campus Party focado na geração Y, com palestras, debates, networking acontecendo ao mesmo tempo e agora.

A era dos Crowds (cartoon tirado do site Rebuscando idéias)

 

E, como era de se esperar, as terminologias do momento como Crowdsourcing, Crowdfunding, Bootstrapping entre outras (que escutamos e lemos a todo momento e muitas vezes sem saber o que são) estavam em todas as arenas, com várias discussões, explicações, exemplos e afins. Já temos sites, blogs, especialistas e teremos até um evento que vai acontecer em agosto em São Paulo para mostrar que não é apenas um novo termo e sim uma tendência (vejam no fim do post).

Para proporcionar a compreensão de algumas terminologias à vocês, começaremos com a explicação de Crowdsourcing e Crowdfunding. O crowdsourcing “é um modelo de produção que utiliza a inteligência e os conhecimentos coletivos e voluntários espalhados pela internet para resolver problemas, criar conteúdo e soluções ou desenvolver novas tecnologias” – definição do próprio Wikipedia que é o maior modelo de crowdsourcing existente.

Entendam mais sobre Crowdsourcing, no bate-papo entre Flávio Gut e Marina Miranda (que estava na Expoy) para o programa dele na internet (veja aqui)

Crowdfunding na prática

 

Já o CrowdFunding pode ser definido como “ iniciativas de financiamento colaborativas” ou “várias pessoas contribuam, com pequenas quantias, de maneira colaborativa, a viabilizar uma ideia, um negócio, um projeto” [definições do blog Crowdfunding Brasil]. É a famosa vaquinha ou algum nome bonito para explicar os impostos que você paga (pelo menos na teoria). Tema que virou, inclusive matéria do site do Fantástico no início do ano (veja aqui)

Isto tudo é muito interessante, temos vários exemplos práticos e de resultados por aí (como foram apresentados nos vídeos), mas será que isso a tornaria uma tendência corporativa de verdade? As pessoas e empresas estão preparadas em divulgar suas idéias, estratégias, antes de colocá-las no ar e deixar que outras pessoas façam projetos em cima? Não temos as respostas, mas não deixaremos de acompanhar tudo.

Sobre o evento:Dia 29 de agosto acontecerá a 1° Conferência Internacional de Crowdsourcing, Co-Criação e Comunidades, em São Paulo. Informações e inscrições: www.conferenciacrowdsourcing.com.br.

Xangai e o seu Museu do Vidro [Fora da Caixa]

Fachada do Museu do Vidro de Xangai

Com o objetivo de ter posts e conteúdos fora do comum, que proporcione inspirações, curiosidades, cultura e amplie o mundo dos nossos leitores para além da área de mídia (comunicação e marketing digital) e entretenimento, criamos a série Fora da Caixa. Afinal, não é se atualizando sempre sobre os mesmos assuntos que teremos novas idéias e novos conhecimentos, certo?

Para começar, pegamos um post no site The Cool-Hunter, especializado em tendências, que fala sobre a campanha de Xangai para se tornar um centro de importância global cultural e criativa com o lançamento de 100 museus em uma década. Com um objetivo desses, não é de se assustar que seja criado um Museu do Vidro, com salas, estruturas e esculturas diferenciadas para contar sobre este material tão conhecido e utilizado.

Construída dentro de um parque fabril de em uma antiga indústria de garrafas, manteve sua estrutura base intocada, porém toda arquitetura, design, fachadas e acabamentos foram feitos com vidros trabalhados de diversas formas, proporcionando uma experiência interativa e diferente dentro do Museu. Vejam mais nas fotos e se inspirem:

Fotos: Arquitetura Logon – responsável pelo projeto / Divulgação