De tempos em tempos, o mundo dos negócios surge com termos novos, vindo de livros, eventos (nacionais ou não) e de repente, tudo e todos utilizam em intensidade e quem não souber o que é, se torna ultrapassado. Hoje vamos falar de um deles, que só no Google, possui 38,2 milhões de busca pelo termo: CLIENTE IDEAL

Em diversos posts deste blog, estamos falando deste ser que deve ser a alma da sua empresa, que além de pagar suas contas, mantém sua empresa funcionando e gerando resultados.

É um nível além do público-alvo que se aprende nos livros de administração e marketing, e das cartilhas de Plano de Negócios. Através da Persona do seu Cliente Ideal você consegue focar e ter mais resultados em toda sua estratégia de marketing, vendas. Ela reune todos os aspectos demograficos, psicograficos, comportamentais e contextuais que o seu cliente possui e o faz escolher o seu produto.

Afinal quem oferece tudo para todo mundo, não vende nada para ninguém.

Porém, na ansia de definir esta persona e oferecer o seu adorável produto no mercado, vender e já ter resultados, muitos acabam fazendo alguns erros primários e fatais para o sucesso do seu negócio:

Cliente dos MEUS sonhos.

Muitas empresas surgem para solucionar algum problema que o seu dono tem ou teve em algum momento do passado. E para estes empresários, isso já seria suficiente para ter um negócio, um produto e ganhar dinheiro com isso. Ou ainda, idealizam um cliente baseado em suposições vagas e forçam negócios a todo custo para fazer a empresa acontecer.

Cliente antes de qualquer coisa é uma pessoa real e através de pesquisas e análises contínuas se consegue criar estratégias e ações para fazê-lo comprar o seu produto/serviço. Sua empresa, portanto deve buscar no mercado estas informações e CRIAR/ ALINHAR/ AJUSTAR suas estratégias e produtos para solucionar as dores destes clientes.

Por que isso dá errado:  Quando usamos nós mesmos como ponto focal do negócio – Se o meu cliente fosse assim como eu, ele certamente gostaria deste produto – corremos o risco de deixar o nosso ego, necessidades pessoais ou nossas próprias projeções de pessoa maravilhosa-perfeita como definição de cliente ideal, pecamos em não descobrir as verdadeiras necessidades e desejos do nosso público. E criamos soluções sem rentabilidade, precisando aumentar o esforço, investimento e tempo para trazer resultados.

 Cliente REMEXIDO

Há empresas que na ânsia de manter sua base de clientes intacta, ou que apelam por uma certa nostalgia, reunem todos os tipos de clientes existentes numa Persona só. Aí quando perguntamos: Como é seu cliente ideal? Aparece respostas como: “Homem e mulher, de dona de casa a alto executivo, que adoram navegar na internet e ver sobre economia e jóias, que até viajam bastante mas também podem preferir ficar em casa em alguns contextos. Bem de vida mas que pensa em largar tudo e virar hippie. [Por Deus, onde se encontra um grupo de pessoas ASSIM?!]

Por que isso dá errado: Se você conseguir encontrar um grupo de pessoas assim e que ainda gostem do mesmo tipo de produto, faça um doutorado disso! Realmente os consumidores estão cada vez mais exigentes e com comportamentos peculiares, mas ainda sim conseguimos reuni-los em grupos. Outra dica é esquecer criar um consumidor familia de margarina, que nunca tem problema, desafios, erros. Lembre-se que você existe para solucionar suas dores e alegrias.

Cliente CAMA MESA E BANHO

E quando você  se apresenta, de forma exagerada e intensa, como ser a personificação de todos os problemas atuais do seu cliente, resolvidos.  Você pode sim mostrar que o seu produto poderá trazer varios beneficios relevantes e usar outros clientes com sucesso para descrever estes benefícios (alias, se feita de forma estrategica, integra e coerente pode sim dar muito resultado, como você pode ver aqui). O problema é quando se faz entender que sem o seu produto não há solução para o seu cliente  e a luz no final do tunel é você e o resto é adubo.

Por que isso dá errado? Simples, como diz o ditado: Quando a esmola é demais, o santo desconfia. As pessoas possuem ferramentas e conhecimento suficiente para entender que seus desafios possuem várias alternativas para ser resolvidas, e raramente se resume a um unico produto. Além disso, com uma estraégia dessa feita de forma errada, temos um agravante: você se posiciona como uma marca sem integridade, ética e verdade. As pessoas não compram produtos de marcas que não confiam, e estes valores são bem relevantes para gerar confiança =, concorda?

Obviamente temos outros inúmeros perfis de clientes e personas que os empreendedores fazem de forma totalmente equivocada que trazem consequencias desastrosas para o seu negócio, pois quando não se sabe para quem venda, os produtos, o preço, o posicionamento, a divulgaçao e formas de atrair vendas falham.

O bom empreendedor não é aquele que faz um negócio para ir sobrevivendo, apagando fogo, mas sim para prosperar e trazer resultados continuos e crescentes. Por isso, analise para quem esta vendendo e evite criar os tipos de clientes que descrevemos acima.

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